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Na busca por alternativa ao Starlink, Ucrânia firma parceria com Nokia e fabricante de satélites ICEYE
Publicado 23/10/2026 • 19:02 | Atualizado há 44 minutos
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Publicado 23/10/2026 • 19:02 | Atualizado há 44 minutos
KEY POINTS
Foto: Gabinete da Presidência / Ucrânia
Depois que a SpaceX restringiu o uso de seus serviços de internet via satélite Starlink e Starshield na Ucrânia, fazendo com que drones de alta velocidade perdessem a conexão e caíssem, Kiev busca alternativas.
O Ministério da Defesa da Ucrânia informou nesta quinta-feira (22) que assinou uma carta de intenções para desenvolver novas capacidades de defesa e comunicação via satélite em parceria com as empresas finlandesas de tecnologia Nokia e ICEYE, fabricante de satélites.
“A guerra moderna comprovou que comunicações confiáveis são uma questão de segurança nacional. Precisamos depender de capacidades que possamos controlar”, afirmou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, em comunicado.
Zelenskyy também anunciou nesta semana uma parceria com a Noruega para desenvolver conjuntamente sistemas de defesa aérea e comunicação que possam servir como alternativa ao Starshield.
Chad Anderson, fundador e CEO da empresa de capital de risco Space Capital, afirmou que uma alternativa desse tipo pode levar “de dois a três anos” para ficar pronta e que “alcançar a escala da Starlink será um caminho mais longo”.
A SpaceX tem cerca de 11 mil satélites em órbita, segundo dados acompanhados pelo astrônomo Jonathan McDowell.
Anderson afirmou que o Starshield pode ser ainda mais difícil de substituir. “Os próprios documentos de contratação do Pentágono dizem que a SpaceX é a única fornecedora capaz de atender a algumas de suas necessidades até 2026. O capital já não é o fator limitante. O lançamento é.”
Até mesmo concorrentes da Starlink dependem dos lançamentos da SpaceX para colocar seus satélites em órbita.
Até sexta-feira (23), autoridades ucranianas afirmavam que o país ainda enfrentava restrições ao Starlink, que interromperam a conectividade de drones e outras aeronaves que viajavam a velocidades superiores a 100 milhas por hora, cerca de 160 km/h.
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Siga o Times | CNBCTanto o governo Trump quanto o CEO da SpaceX, Elon Musk, evitaram assumir a responsabilidade pelas mudanças não anunciadas no serviço Starlink relatadas pela Ucrânia há mais de uma semana. O presidente Donald Trump afirmou a jornalistas na Casa Branca, na sexta-feira, que pediria a Musk que suspendesse as restrições.
Executivos da SpaceX não responderam a um pedido de comentário.
Parlamentares dos dois partidos nos Estados Unidos estão pedindo uma investigação formal sobre Musk e a SpaceX em relação às supostas mudanças unilaterais feitas pela empresa em seus serviços na Ucrânia.
Jay Shambaugh, pesquisador sênior do Brookings e professor de economia e relações internacionais da Universidade George Washington, afirmou à CNBC, por e-mail, que as mudanças repentinas no Starlink “fazem parte de um padrão, desde que Trump voltou ao cargo, de os Estados Unidos agirem como um aliado pouco confiável”.
Shambaugh alertou que, “com o tempo, isso pode reduzir as exportações dos Estados Unidos para a União Europeia, caso esses países não queiram depender de algo que os EUA possam cortar”.
Concorrentes da Starlink estão no horizonte, entre eles o Leo, da Amazon; a francesa Eutelsat; e um futuro serviço da Blue Origin, empresa de Jeff Bezos, chamado TeraWave, que ainda não colocou seus primeiros satélites em órbita.
Além da Ucrânia, vários países estudam desenvolver sistemas soberanos de comunicação via satélite. A União Europeia está construindo o IRIS², uma constelação de centenas de satélites, mas os primeiros lançamentos só são esperados para 2029.
Desde a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, investidores de capital de risco e private equity destinaram cerca de US$ 8 bilhões a alternativas ao Starlink e ao Starshield, segundo levantamento de Anderson, cuja empresa acompanha negócios do setor. Desse total, cerca de US$ 3,9 bilhões foram direcionados a potenciais concorrentes da Starlink, principalmente a Spacesail e a China SatNet.
Virginia Burger, analista sênior de políticas de defesa do Project on Government Oversight, afirmou à CNBC, em entrevista, que o problema atualmente é a inexistência de um substituto direto para o Starlink. Ela acrescentou que os conflitos estão migrando cada vez mais para “sistemas não tripulados, guerra com drones e outros sistemas que exigem internet de alta velocidade”.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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