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‘Não queremos ser propriedade dos EUA’: Groenlândia reage a discurso de Trump
Publicado 13/01/2026 • 16:06 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 13/01/2026 • 16:06 | Atualizado há 6 meses
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REUTERS/Toby Melville
"A Ministra da Groenlândia para Negócios, Recursos Minerais, Energia, Justiça e Igualdade de Gênero, Naaja Nathanielsen, segura uma bandeira da Groenlândia durante uma coletiva de imprensa com o Presidente do APPG sobre a Groenlândia, Brendan O'Hara, enquanto o Presidente dos EUA, Donald Trump, e funcionários da Casa Branca continuam a discutir planos para colocar a Groenlândia sob controle dos EUA, em Londres, Reino Unido, 13 de janeiro de 2026.
Uma autoridade do governo da Groenlândia classificou como “incompreensível” o fato de os Estados Unidos estarem discutindo a possibilidade de assumir o controle da ilha, que integra o Reino da Dinamarca e é aliada da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Segundo ela, a retórica americana tem causado forte apreensão entre os habitantes do território ártico.
Naaja Nathanielsen, ministra de Negócios e Recursos Minerais da Groenlândia, afirmou que a população está “muito, muito preocupada” com o discurso vindo dos EUA. “Nós simplesmente não conseguimos entender”, disse durante um encontro com parlamentares no Reino Unido.
As declarações ocorrem às vésperas de uma reunião em Washington (EUA) entre ministros das Relações Exteriores da Groenlândia e da Dinamarca com autoridades americanas, em meio ao aumento das tensões entre os aliados. Nathanielsen reconheceu que os groenlandeses entendem que os EUA veem a ilha como parte de sua esfera de segurança nacional. “Nós entendemos isso e queremos cooperar”, afirmou, destacando a necessidade de maior monitoramento no Ártico diante da crescente instabilidade geopolítica. Ainda assim, ela ressaltou que mudanças podem ocorrer “sem o uso da força”.
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Siga o Times | CNBCA ministra disse ser “inconcebível” que a Groenlândia enfrente a possibilidade de ser vendida ou anexada. “Não queremos ser propriedade ou governados pelos Estados Unidos”, afirmou.
O tema ganhou força após declarações recentes do presidente Donald Trump, que voltou a defender que os EUA precisam “assumir a Groenlândia”, alegando risco de influência russa ou chinesa. Ele afirmou preferir o caminho da diplomacia, mas acrescentou que “de um jeito ou de outro, vamos ficar com a Groenlândia”.
Autoridades da Otan evitaram comentar diretamente a disputa, ressaltando que o foco da aliança deve ser a segurança no Ártico. Enquanto isso, uma delegação bipartidária do Congresso americano deve viajar a Copenhague (Dinamarca) nos próximos dias para tentar demonstrar unidade entre Estados Unidos e Dinamarca.
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