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‘Noboa tem se inclinado à extrema-direita e se alinhado a Trump’, diz especialista sobre eleições no Equador
Publicado 14/04/2025 • 13:03 | Atualizado há 12 meses
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Publicado 14/04/2025 • 13:03 | Atualizado há 12 meses
KEY POINTS
O avanço da extrema direita no Equador, a crise institucional e o aumento da violência foram temas centrais analisados pela especialista em América Latina, Fabiana Oliveira, em entrevista exclusiva ao Times Brasil — licenciado exclusivo da CNBC — nesta segunda-feira (14). A doutora e mestre em Integração Latino-Americana avaliou, ainda, o papel das redes de narcotráfico no país e a fragilidade da economia equatoriana após a pandemia.
Segundo Fabiana, a eleição recente pode ser compreendida como uma disputa entre a esquerda e a extrema direita, sendo esta última a vitoriosa com a eleição de Daniel Noboa.
“Podemos definir essa eleição como uma disputa entre esquerda e extrema direita. E venceu a segunda opção. Noboa, que tradicionalmente tinha uma trajetória mais próxima do centro-direita e do liberalismo clássico, hoje se alinha pragmaticamente a Donald Trump e Nayib Bukele”, explicou.
Ela afirmou que esse movimento de aproximação com figuras da extrema direita é reflexo do cenário cada vez mais efervescente na América Latina, onde líderes vêm se utilizando do discurso da ordem e da segurança para ampliar apoio popular.
Ao comentar a atuação da candidata de oposição, Luisa González, Fabiana destacou que ela fez reiteradas denúncias ao longo da campanha sobre arbitrariedades e instrumentalização de instituições eleitorais, especialmente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral no Brasil.
“Na reta final da campanha, ela chegou a afirmar que sua escolta, oferecida por membros das Forças Armadas, havia sido suspensa. Também relatou que sua família teve a proteção retirada. Desde agosto do ano passado, quando o pleito teve início, temos visto uma série de denúncias de uso irregular do poder por parte do governo”, apontou.
A violência, segundo Fabiana, foi um dos temas centrais da disputa, em um contexto alarmante de crescimento do crime organizado.
“O Equador se converteu no país mais violento da América Latina. Isso é algo chocante, considerando que, até pouco tempo atrás, registrava índices bem abaixo da média. Hoje, o país é protagonista nas redes internacionais de tráfico de drogas”, afirmou.
Sobre a situação econômica do país, a especialista foi categórica ao dizer que, embora o Equador tenha recursos estratégicos, como petróleo, café e minerais, não tem conseguido aproveitar esse potencial de forma sustentável.
“Infelizmente, apesar desses recursos, o Equador é um dos países mais pobres da América Latina. Saiu muito mal da crise pandêmica. Mais de 60% da população atua na informalidade e os índices de pobreza são alarmantes, mesmo para os padrões da região”, concluiu.
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