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EXCLUSIVO: Rombo nas estatais federais força socorro bilionário com dinheiro público
Publicado 15/12/2025 • 15:27 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 15/12/2025 • 15:27 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O déficit crescente das estatais federais aprofundou a preocupação da área econômica em 2025 e levou o Tesouro Nacional a acender o sinal vermelho para nove empresas públicas, incluindo Infraero, Casa da Moeda e cinco companhias docas estaduais. O risco central é a deterioração do caixa, o que pode resultar em novos pedidos de socorro com recursos públicos.
Segundo dados oficiais, sete dessas estatais são classificadas como não dependentes do Tesouro, mas, na prática, passaram a representar um potencial problema fiscal. A situação amplia o debate sobre governança, eficiência operacional e o papel do Estado na manutenção dessas companhias.
Entre os casos monitorados, a Infraero aparece como um dos mais emblemáticos. Criada há mais de 50 anos para administrar os principais aeroportos do país, a estatal hoje concentra suas operações em terminais regionais e no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, após o avanço das concessões à iniciativa privada.
Nos últimos três anos, a empresa promoveu um forte ajuste interno. O número de funcionários caiu de 5.114 em dezembro de 2022 para 3.557 em agosto de 2025. Apesar disso, os resultados financeiros seguem instáveis.
Após registrar prejuízos entre 2017 e 2021, a Infraero apresentou resultado positivo em 2022 e 2023, mas voltou ao vermelho em 2024. O faturamento despencou de R$ 1,56 bilhão em 2023 para R$ 437 milhões em 2024, segundo dados oficiais.
Em nota, a estatal informou que, no terceiro trimestre de 2025, apurou resultado operacional positivo de R$ 9,6 milhões e manteve saldo de caixa de R$ 2,046 bilhões, sendo R$ 1,585 bilhão de recursos próprios, reforçando que segue não dependente do Tesouro.
Para o professor Paulo Feldmann, da FIA-USP, o problema vai além dos números.
“Os aeroportos precisam ser administrados por pessoas que conhecem o negócio, com metas claras e avaliação de desempenho, como ocorre no setor privado”, afirmou.
Outra estatal sob atenção é a Casa da Moeda do Brasil. Fundada no período colonial, a empresa é responsável pela produção de cédulas, moedas, passaportes e documentos de segurança. O avanço dos meios digitais de pagamento tem reduzido a demanda por papel-moeda, pressionando os resultados.
Mesmo assim, a Casa da Moeda registrou lucro de R$ 51 milhões em 2024, embora o valor represente uma queda de 74% em relação a 2023. O resultado operacional, porém, foi negativo, o que acendeu o alerta do Tesouro. A estatal, segundo o governo, ainda mantém liquidez suficiente para honrar compromissos.
Para o economista Maílson da Nóbrega, a atividade segue estratégica.
“Em grande parte dos países ricos, a fabricação de moeda continua sendo uma função estatal. Não é uma atividade que desperte grande interesse privado”, afirmou.
Cinco companhias docas — dos estados do Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará e Pará — também integram a lista de estatais monitoradas. O Tribunal de Contas da União criou uma força-tarefa para analisar a situação dessas empresas.
O relatório de Riscos Fiscais da União aponta destaque negativo para a Codern, que administra portos no Nordeste. Segundo o documento, a empresa apresenta risco de deterioração financeira devido a arrendamentos, necessidade de investimentos em infraestrutura e à possível desvinculação do Porto de Maceió — responsável por 72% da receita líquida da companhia em 2024.
De acordo com Ramon Cunha, especialista em infraestrutura da CNI, a gestão é um gargalo histórico.
“Apesar dos avanços regulatórios, os portos públicos ainda apresentam baixa eficiência gerencial e um passivo trabalhista elevado, o que dificulta a modernização”, explicou.
O quadro reacendeu o debate sobre o modelo das empresas públicas no Brasil. Para Feldmann, a tolerância histórica com prejuízos é um erro.
“Estatal não deveria dar prejuízo. Se der lucro, ótimo. Se tiver superávit, melhor ainda. O que não pode é a sociedade se acostumar com déficits recorrentes”, afirmou.
Com a pressão crescente sobre as contas públicas, a situação das estatais passa a ocupar papel central na agenda fiscal de 2026, ampliando discussões sobre reestruturação, eficiência, modelos híbridos e eventual redimensionamento do papel do Estado em setores estratégicos.
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