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Payroll de novembro mostra perda de fôlego do mercado de trabalho
Publicado 16/12/2025 • 13:14 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 16/12/2025 • 13:14 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Payroll Pessoas caminham pela Times Square, na cidade de Nova York, em 9 de abril de 2025.
Angela Weiss | Afp | Getty Images (Reprodução CNBC Internacional)
O Payroll de novembro mostrou um mercado de trabalho norte-americano praticamente estagnado. A economia dos Estados Unidos criou 64 mil vagas no mês, segundo o Departamento do Trabalho, resultado que mantém o emprego sem crescimento relevante desde abril.
A taxa de desemprego ficou em 4,6%, nível praticamente estável em relação a setembro, mas acima do registrado em novembro do ano passado. O número de desempregados chegou a 7,8 milhões, refletindo uma piora gradual das condições do mercado de trabalho ao longo de 2025.
De acordo com o Payroll, a geração de empregos em novembro ficou concentrada em poucos segmentos. O setor de saúde adicionou 46 mil vagas, em linha com a média dos últimos 12 meses. Houve crescimento em serviços ambulatoriais, hospitais e instituições de cuidados residenciais.
A construção criou 28 mil postos de trabalho, impulsionada principalmente por empreiteiras especializadas em obras não residenciais. Ainda assim, o setor mostra desempenho praticamente estável no acumulado do ano.
A assistência social também manteve trajetória de alta, com 18 mil novas vagas, especialmente em serviços individuais e familiares.
Na outra ponta, o Payroll registrou queda no emprego em transporte e armazenagem, com perda de 18 mil vagas, concentrada em serviços de entrega e mensageria. Desde fevereiro, o setor já eliminou cerca de 78 mil postos.
O governo federal voltou a reduzir o quadro de funcionários, com corte de 6 mil vagas em novembro. A retração ocorre após uma queda expressiva em outubro, quando parte dos servidores deixou a folha de pagamento após aceitar programas de desligamento diferido. Desde janeiro, o emprego federal acumula perda de 271 mil vagas.
Os dados do Payroll e da pesquisa domiciliar mostram aumento do subemprego. O número de pessoas trabalhando em tempo parcial por razões econômicas subiu para 5,5 milhões, um avanço expressivo em relação a setembro. Esses trabalhadores gostariam de atuar em jornada integral, mas enfrentam redução de horas ou dificuldade para encontrar vagas em tempo completo.
A taxa de participação na força de trabalho permaneceu em 62,5%, enquanto a relação emprego-população ficou em 59,6%, ambas praticamente estáveis, indicando pouca entrada líquida de trabalhadores no mercado.
No campo da renda, o Payroll mostrou desaceleração. O salário médio por hora no setor privado subiu apenas 0,1% em novembro, para US$ 36,86. No acumulado de 12 meses, os ganhos salariais avançam 3,5%, ritmo inferior ao observado em anos anteriores.
Entre trabalhadores de produção e não supervisão, o aumento foi um pouco maior no mês, de 0,3%, mas sem sinal de aceleração consistente.
As revisões dos dados anteriores reforçaram o quadro de fraqueza. Os números de agosto e setembro foram ajustados para baixo, retirando 33 mil vagas do total previamente divulgado.
Com criação limitada de empregos, avanço do subemprego e crescimento salarial moderado, o Payroll de novembro reforça a leitura de um mercado de trabalho em desaceleração, após anos de forte aquecimento. O cenário amplia a atenção dos investidores para os próximos dados econômicos e para os desdobramentos da política monetária nos Estados Unidos.
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