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ONU critica ação dos EUA na Venezuela e eleva risco geopolítico para mercados

Publicado 06/01/2026 • 08:04 | Atualizado há 1 dia

KEY POINTS

  • Precedente internacional aumenta prêmio de risco em mercados emergentes.
  • Escalada geopolítica pode afetar energia, sanções e fluxos de capital na região.
  • Insegurança jurídica amplia cautela de investidores globais.

Reuters/David 'Dee' Delgado

As Organização das Nações Unidas (ONU) ampliaram nesta terça-feira (6) as críticas à intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, afirmando que a ação violou um princípio fundamental do direito internacional.

A nova manifestação ocorre um dia após a reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, convocada para discutir o ataque dos EUA à Venezuela e a retirada forçada do presidente deposto Nicolás Maduro em 3 de janeiro.

“Nenhum Estado deve ameaçar ou usar a força contra a integridade territorial ou a independência política de outro Estado”, afirmou Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, durante coletiva de imprensa em Genebra.

Na segunda-feira (5), representando o secretário-geral da ONU, António Guterres, a subsecretária-geral para assuntos políticos e de construção da paz, Rosemary DiCarlo, já havia criticado a operação militar, dizendo estar “profundamente preocupada” com o desrespeito às normas do direito internacional.

Mercados atentos ao precedente internacional e à escalada regional

Segundo a ONU, a manutenção da paz global depende do compromisso dos Estados-membros com a Carta das Nações Unidas, especialmente no que diz respeito à soberania, integridade territorial e proibição do uso da força.

DiCarlo alertou para o potencial impacto regional da crise venezuelana e para os precedentes estabelecidos entre as nações, fatores que costumam elevar prêmios de risco, pressionar ativos de países emergentes e afetar decisões de investimento de longo prazo.

A subsecretária também conclamou as partes venezuelanas a retomarem o diálogo democrático, defendendo respeito aos direitos humanos, ao Estado de Direito e à soberania popular, elementos considerados essenciais para qualquer normalização econômica do país.

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Risco jurídico e impacto econômico

DiCarlo ressaltou que o direito internacional já dispõe de mecanismos para lidar com temas sensíveis como tráfico internacional de drogas, disputas por recursos naturais e violações de direitos humanos, sem recorrer a ações militares unilaterais.

Para o mercado, o recado é claro: intervenções fora do arcabouço legal internacional aumentam a incerteza, dificultam acordos multilaterais, ampliam o risco de sanções cruzadas e limitam o apetite por ativos ligados à Venezuela, especialmente nos setores de energia e infraestrutura.

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Contexto da operação

Militares dos EUA retiraram Maduro e sua esposa, Cilia Flores, do território venezuelano em uma ação que resultou em mortes de forças de segurança e explosões em Caracas. O casal foi levado a Nova York, onde enfrenta acusações relacionadas a suposta ligação com o tráfico internacional de drogas e permanece detido em um presídio federal no Brooklyn, aguardando desdobramentos judiciais.

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