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Novas tarifas dos EUA entram em vigor com taxa inicial de 10%, abaixo do esperado
Publicado 24/02/2026 • 07:44 | Atualizado há 5 meses
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imagem gerada por Inteligência Artificial
Tarifas de Trump começa na terça por 150 dias; entenda base legal, exceções e impacto para o Brasil
Os Estados Unidos impuseram tarifas adicionais de 10% que passam a valer a partir desta terça-feira (24) sobre todos os produtos não cobertos por isenções, segundo um aviso emitido pela Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (U.S. Customs and Border Protection – CBP).
A taxa corresponde ao percentual inicialmente anunciado pelo presidente Donald Trump na sexta-feira, e não aos 15% que ele prometeu um dia depois.
Leia também: Commodities: fim das tarifas reduz poder de barganha dos EUA e reequilibra comércio global
A nova rodada de tarifas ocorre após a Suprema Corte invalidar medidas anteriores que haviam sido justificadas com base em emergência econômica. Essas cobranças variavam entre 10% e 50%.
Com a decisão judicial, o governo recorreu à chamada Section 122 da legislação comercial, que autoriza o presidente a impor tarifas por até 150 dias a qualquer país diante de “grandes e sérios” déficits no balanço de pagamentos.
A ordem executiva argumenta que os Estados Unidos enfrentam um déficit anual de US$ 1,2 trilhão no comércio de bens, além de um déficit em conta corrente equivalente a 4% do PIB.
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Siga o Times | CNBCA adoção da alíquota de 10% ampliou a incerteza sobre os rumos das tarifas americanas. O Financial Times citou um integrante da Casa Branca afirmando que a elevação para 15% poderá ocorrer posteriormente, mas não houve confirmação oficial adicional.
A coleta das novas tarifas começou enquanto a arrecadação das medidas anuladas foi suspensa.
Na segunda-feira, Trump também alertou que países que recuarem de acordos comerciais recentemente negociados poderão enfrentar tarifas mais elevadas, aplicadas com base em outras legislações comerciais.
O Japão informou que solicitou aos Estados Unidos tratamento equivalente ao previsto em acordos existentes dentro do novo regime de tarifas.
A União Europeia e o Reino Unido sinalizaram que pretendem manter os entendimentos já fechados com Washington, buscando previsibilidade em meio às mudanças.
A sequência de anúncios reforça a volatilidade na condução das tarifas comerciais americanas, em um momento de tensões globais e negociações ainda em curso com parceiros estratégicos.
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