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Ouro recua com recuperação da confiança no dólar, diz Fernanda Rocha
Publicado 02/02/2026 • 22:46 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 02/02/2026 • 22:46 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A estabilização do cenário fiscal norte-americano e a nomeação de Kevin Warsh para o Federal Reserve provocaram uma correção acentuada no preço do ouro, que caiu de US$ 5.500 (R$ 28.930,00) para o patamar de US$ 4.700 (R$ 24.722,00), disse Fernanda Rocha, assessora de investimentos da Monte Bravo, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ela explicou que o movimento reflete a recuperação da confiança nas moedas fiduciárias em detrimento dos ativos reais. “A moeda fiduciária negocia à base da confiança na política monetária e na economia. Se essa economia começa a fazer uma emissão de moedas sem aumentar sua capacidade produtiva, temos a inflação, que é a desvalorização do poder de compra”, afirmou a especialista da Monte Bravo.
A indicação de um perfil mais conservador e ortodoxo para o Banco Central americano foi o gatilho para o desmonte de posições em metais preciosos. “Essa nova indicação traz confiança, que é a palavra necessária para as moedas fiduciárias, e com isso o preço arrefeceu. Esse movimento dos metais acabou sendo uma derradeira para os stops e fez um movimento de efeito dominó”, explicou.
Sobre o endividamento global, Fernanda Rocha alertou para o volume recorde de dólares em circulação, que superou US$ 1,8 trilhão (R$ 9,46 trilhões) em déficit nominal em 2025. “Trazendo essa realidade para a pauta da quantidade de dívida que se tem hoje no dólar, a gente está falando de uma quantidade muito grande a mais de dinheiro circulando na economia. Só que aí foi perdendo força”, analisou a assessora.
A especialista diferenciou os metais das moedas tradicionais pela sua característica de escassez física. “Os ativos lastreados possuem um valor garantido por mercadoria física. Eu não consigo de uma noite para o dia gerar ouro ou prata, eu tenho que extrair do solo. Então não depende de uma confiança, depende de um produto finito que não se pode simplesmente emitir”, destacou.
Por fim, ao avaliar o cenário brasileiro, ela notou uma queda na atratividade do mercado local devido ao baixo volume negociado no Ibovespa, principal índice da B3. “O que me chamou a atenção não foi a volatilidade, mas o volume, que não chegou a 15% do negociado em outros dias. O dinheiro que estava vindo de caminhão hoje está com mais confiança e retornando para a dívida americana”.
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