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Bachelet busca ser a primeira mulher na chefia da ONU com respaldo de Brasil e México
Publicado 02/02/2026 • 19:23 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 02/02/2026 • 19:23 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet
Brasil e México, as maiores economias da América Latina, oficializaram nesta segunda-feira (2) o apoio à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral das Nações Unidas. Se eleita, ela será a primeira mulher a chefiar a organização.
O anúncio foi feito pelo atual presidente do Chile, Gabriel Boric, em meio a preocupações de que a indicação de Bachelet pudesse sofrer resistências do presidente eleito de direita, José Antonio Kast, que assume o cargo no próximo mês.
Em nota conjunta, Chile, México e Brasil — atualmente sob governos de esquerda — afirmaram que a candidatura de Bachelet “reflete o desejo compartilhado de nossos países de contribuir ativamente para o fortalecimento do sistema multilateral e promover uma liderança capaz de enfrentar os desafios atuais”.
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Aos 74 anos, Bachelet acumula pioneirismos: foi a primeira mulher a ocupar o ministério da Defesa e a presidência do Chile (2006-2010 e 2014-2018). Nas Nações Unidas, atuou como Alta Comissária para os Direitos Humanos e foi a primeira diretora da agência ONU Mulheres.
Boric indicou Bachelet oficialmente para o posto de secretária-geral no ano passado. Agora, a candidata busca consolidar apoios internos e externos, incluindo o de Washington, onde o presidente Donald Trump tem mantido uma postura crítica em relação a líderes de esquerda na região.
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Prestes a completar 81 anos, a ONU nunca foi comandada por uma mulher e teve apenas um latino-americano no posto: o diplomata peruano Javier Pérez de Cuéllar (1982-1991). Pelo sistema de rodízio regional, a América Latina é a favorita para assumir a sucessão do português António Guterres.
Além de Bachelet, outras três mulheres da região estão na disputa: a costarriquenha Rebeca Grynspan (chefe da Unctad), a ministra do Meio Ambiente do México, Alicia Bárcena, e a primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley. O argentino Rafael Grossi, atual diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), também concorre ao cargo.
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