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Pentágono coloca 1.500 militares de prontidão para possível deslocamento a Minnesota
Publicado 18/01/2026 • 16:15 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 18/01/2026 • 16:15 | Atualizado há 3 meses
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Reprodução/Redes Sociais
Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados dos Unidos.
O Pentágono colocou cerca de 1.500 soldados americanos de prontidão para um possível deslocamento ao estado de Minnesota. O local tem sido palco de grandes protestos contra a política de deportações do governo dos Estados Unidos. A informação foi confirmada por autoridades americanas à agência Reuters neste domingo (18).
Segundo os oficiais, as unidades do Exército foram incluídas em ordens de preparação para envio, em caso de necessidade. Ainda não está definido se os militares serão efetivamente mobilizados.
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A medida ocorre poucos dias após o presidente Donald Trump ameaçar recorrer à Lei de Insurreição para autorizar o uso das Forças Armadas caso autoridades locais não consigam conter protestos direcionados contra agentes de imigração.
As tensões se intensificaram em Minneapolis desde a morte de Renee Good, de 37 anos, mãe de três filhos, baleada por um agente do ICE no dia 7 de janeiro enquanto dirigia. O episódio provocou manifestações que, segundo autoridades locais, têm sido majoritariamente pacíficas, mas com episódios de confronto.
O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, afirmou que o envio de tropas poderia agravar ainda mais o cenário. Em entrevista à NBC, ele classificou a possibilidade como “um passo chocante” e afirmou que a cidade não precisa de mais agentes federais para garantir a segurança.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, sugeriu que a prefeitura organize uma “zona de protesto pacífico” para os manifestantes. Já o senador democrata Chris Van Hollen afirmou que uma eventual mobilização militar representaria “jogar mais lenha na fogueira”.
Mesmo sem acionar formalmente a Lei de Insurreição, a legislação americana permite que o presidente utilize tropas da ativa em determinadas situações domésticas, como a proteção de propriedades federais. O Pentágono também avalia a possibilidade de acionar unidades de resposta rápida da Guarda Nacional para conter distúrbios civis.
Segundo as autoridades, os soldados colocados em prontidão pertencem a dois batalhões de infantaria da 11ª Divisão Aerotransportada, sediada no Alasca, e são especializados em operações em locais de clima frio.
Leia também: Podcaster apoiador de Trump compara ICE à polícia nazista Gestapo
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou que o órgão, chamado pela atual administração de “Departamento de Guerra”, está preparado para cumprir ordens do comandante, se necessário. A Casa Branca não comentou oficialmente a decisão.
Governos locais acusam o presidente de extrapolar a autoridade federal e de utilizar episódios isolados de violência para justificar o envio de tropas. O governador de Minnesota, Tim Walz, que enfrenta uma investigação do Departamento de Justiça, mobilizou a Guarda Nacional do estado para apoiar as forças de segurança locais e garantir o direito à manifestação pacífica.
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