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Pentágono escolhe Shield AI para programa de drones baratos enquanto guerra com Irã acelera demanda por armamentos de baixo custo
Publicado 19/05/2026 • 19:00 | Atualizado há 12 minutos
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Publicado 19/05/2026 • 19:00 | Atualizado há 12 minutos
KEY POINTS
O governo dos Estados Unidos está ampliando parceria com a startup de tecnologia militar Shield AI enquanto busca drones mais baratos para enfrentar o aumento dos custos de materiais em meio à guerra com o Irã.
O Escritório do Subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia anunciou nesta terça-feira (19) que irá integrar o software autônomo Hivemind, da Shield AI, para operar sistemas de combate não tripulados de baixo custo conhecidos como drones LUCAS.
Segundo a empresa, o software de inteligência artificial permitirá que as Forças Armadas coordenem e adaptem enxames de drones LUCAS em ambientes de combate que mudam rapidamente. A tecnologia também permite que os sistemas operem, se ajustem e tomem decisões sem intervenção humana.
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“No fim do dia, isso é melhor para o contribuinte americano, porque fica mais barato destruir um alvo, mas também mantém nossos combatentes mais seguros”, afirmou Brandon Tseng, cofundador e presidente da Shield, em entrevista à CNBC. “Eles realmente terão as ferramentas necessárias para atuar no campo de batalha.”
A Shield AI e o Pentágono não divulgaram os valores financeiros do acordo.
O governo americano vem adotando novas tecnologias na guerra contra o Irã após drones baratos do modelo Shahed, utilizados pelos iranianos, destruírem sistemas militares caros e alterarem a dinâmica do campo de batalha moderno. Empresas de defesa tecnológica, como a Shield AI, tentam oferecer soluções para esse cenário, embora poucas tecnologias tenham sido implantadas em larga escala até agora.
O sistema LUCAS é uma das principais exceções, e o governo americano já busca ampliar as compras após o desempenho considerado bem-sucedido no Irã.
O drone, produzido pela empresa SpektreWorks, do Arizona, custa cerca de US$ 35 mil (R$ 176,1 mil) e é uma versão inspirada nos drones iranianos que vêm causando danos a datacenters, embaixadas e aeroportos.
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Tseng afirmou esperar que sistemas militares mais baratos, movidos por inteligência artificial, acabem substituindo gradualmente armamentos tradicionais no arsenal americano, embora a transição possa levar mais de uma década.
IA militar
O Hivemind é a principal plataforma de autonomia da Shield AI e funciona como um piloto de inteligência artificial para sistemas não tripulados. Entre os clientes da empresa estão o governo americano, contratadas militares e o Exército da Índia.
A companhia também integrou o sistema de IA em drones de ataque de uso único utilizados na guerra da Ucrânia e realizou em fevereiro seu primeiro teste de voo em um drone de combate da Anduril.
“O objetivo é trazer para uma plataforma americana tudo o que fizemos na Ucrânia e utilizar isso em larga escala”, disse Tseng.
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O mercado de tecnologia militar vive forte expansão enquanto o presidente Donald Trump avança com seus planos de reindustrialização militar dos Estados Unidos. Entre as metas estão a ampliação da produção de equipamentos militares, construção naval e criação de um sistema antimísseis semelhante ao Domo de Ferro de Israel.
O movimento vem atraindo grandes investimentos do Vale do Silício para o setor de defesa. A Shield AI acaba de concluir uma rodada de financiamento de US$ 2 bilhões (R$ 10,1 bilhões), que avaliou a empresa em quase US$ 12,7 bilhões (R$ 64,1 bilhões) e a colocou na 49ª posição da lista CNBC Disruptor 50 deste ano.
A Anduril, apoiada por Palmer Luckey, dobrou sua avaliação para mais de US$ 60 bilhões (R$ 303 bilhões) na semana passada.
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Tseng afirmou esperar que o sistema esteja totalmente operacional dentro dos próximos dois meses, quando começará a passar por testes militares.
“Ninguém no mundo é mais rápido em construir pilotos de IA, integrá-los e colocá-los no campo de batalha”, declarou.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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