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Petróleo amplia queda com possível retomada de negociações entre EUA e Irã

Publicado 14/04/2026 • 22:52 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Possibilidade de nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã reforçou a leitura de alívio geopolítico.
  • Estreito de Ormuz segue operando bem abaixo do normal e continua no centro das preocupações do mercado.
  • Goldman Sachs vê interrupções na produção menos severas que o inicialmente temido no Oriente Médio.

Foto: Freepik

Os preços do petróleo ampliaram baixas após fecharem em forte queda nesta terça-feira (14), diante do otimismo de que o conflito no Oriente Médio possa caminhar para uma solução diplomática.

Por volta das 20h35 de Nova York, os contratos futuros do petróleo dos Estados Unidos para maio recuavam 0,88%, a US$ 90,40 por barril. Já o Brent para junho, referência internacional, caía 0,31%, a US$ 94,47 por barril.

De acordo com um representante da Casa Branca ouvido pela CNBC, uma segunda rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã está sendo avaliada, mas ainda não há um cronograma oficial.

Leia também: Mercados da Ásia sobem com queda do petróleo e expectativa de acordo entre EUA e Irã

Ainda nesta terça-feira, Donald Trump afirmou que as conversas podem ocorrer “nos próximos dois dias” em Islamabade, capital do Paquistão.

Mais cedo, o presidente americano havia dito que as negociações avançavam lentamente e que o diálogo provavelmente ocorreria na Europa. Pouco depois, porém, voltou a falar e apresentou novas informações sobre a possível retomada das tratativas.

A nova rodada de articulação ocorre em meio à expectativa de retomada das negociações antes do fim do cessar-fogo temporário de duas semanas no Oriente Médio.

Em relatório divulgado nesta terça, a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) afirmou que a retomada do fluxo pelo Estreito de Ormuz continua sendo o principal fator para aliviar a pressão sobre a oferta de energia, os preços e a economia global.

Já o Goldman Sachs afirmou o fluxo pelo estreito segue restrito a cerca de 10% do nível normal, o equivalente a aproximadamente 2,1 milhões de barris por dia na média móvel de quatro dias.

Leia também: Will Castro Alves: alta do petróleo contamina preços e afasta corte de juros

O banco também avaliou que o bloqueio dos Estados Unidos a portos iranianos pode pressionar ainda mais o volume remanescente. Segundo Washington, várias embarcações deram meia-volta nas primeiras 24 horas, embora o trânsito por portos não iranianos continue.

Na avaliação do Goldman, as interrupções na produção de petróleo no Oriente Médio parecem menos severas do que se temia inicialmente. O banco estima paralisações médias de cerca de 8 milhões de barris por dia no Golfo Pérsico em março, abaixo das projeções anteriores e também da estimativa de 10 milhões de barris por dia da IEA, em parte devido ao uso maior de estoques e de petróleo armazenado em navios-tanque.

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