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Por que a tarifa dos EUA pode afetar muito mais do que as roupas brasileiras?
Publicado 16/07/2026 • 21:30 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 16/07/2026 • 21:30 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: magnific
Por que a tarifa dos EUA pode afetar muito mais do que as roupas brasileiras
A nova tarifa de 25% aplicada pelos EUA sobre a maior parte dos produtos brasileiros preocupa diferentes setores da indústria. Embora o vestuário seja um dos segmentos mais afetados, especialistas e entidades afirmam que os impactos podem alcançar toda a cadeia produtiva, desde fabricantes de matéria-prima até empresas que dependem das exportações para manter produção e empregos.
Além de reduzir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano, a medida também aumenta a incerteza para empresas que investem na relação comercial entre Brasil e Estados Unidos.
Leia também: Governo prepara reciprocidade contra tarifas dos EUA; Durigan sobe o tom e Galípolo defende Pix
Com as novas sobretaxas americanas, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) avalia que os efeitos da nova tarifa vão além das roupas exportadas aos Estados Unidos.
Dessa forma, eles alertam que, caso as vendas externas diminuam, empresas do setor tendem a reduzir pedidos de fios, tecidos e outros insumos produzidos no Brasil, o que pode desacelerar diferentes etapas da indústria.
Segundo a entidade, esse cenário também pode afetar investimentos, produção, geração de empregos e a integração das cadeias produtivas.
Além disso, a indústria de calçados também calcula prejuízos com a decisão americana. A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) estima que as exportações do setor recuem 7,1% até o fim de 2026. Antes do anúncio da nova tarifa, a expectativa era de queda de 3,6%.
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Siga o Times | CNBCSegundo a entidade, os calçados brasileiros ficaram fora da lista de exceções publicada pelos Estados Unidos, mesmo após manifestações de empresas brasileiras, importadores, varejistas e associações americanas.
Apesar de se tratar de uma prática recorrente durante o segundo governo Trump, as tarifas americanas não são exclusividade do Brasil. Mesmo estando entre os países mais taxados, as medidas do republicano não envolvem questões geopolíticas, como a China, Irã e Rússia, por exemplo.
Entretanto, a sobretaxa de 25% pressiona ainda mais diversos setores da economia brasileira. Mesmo com argumentos de autoridades do Brasil e até posicionamento contrário de marcas americanas, o governo brasileiro agora precisa estudar como diminuir os impactos da ação.
Leia também: Ibovespa cai 1,24% com tarifaço dos EUA e pressão sobre commodities
De forma geral, as tarifas foram oficializadas pelo governo americano após investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da legislação comercial do país.
A medida passa a valer a partir de 22 de julho, quarta-feira que vem, e atinge diversos setores da economia brasileira. Apesar de alguns produtos terem recebido isenção por parte dos EUA, segmentos como vestuário e calçados permaneceram sujeitos à cobrança adicional de 25%, aumentando a pressão sobre as exportações nacionais.
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