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Bolsas europeias fecham sem direção única com petróleo em alta e BCE no radar

Publicado 08/09/2026 • 14:47 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A disparada do petróleo após ataques dos Houthis a instalações de energia da Arábia Saudita aumentou a cautela nas bolsas europeias nesta terça-feira (8).
  • O Brent chegou perto de US$ 100 por barril e ampliou os receios sobre a inflação, enquanto os principais índices acionários tiveram variações moderadas.
  • A expectativa por uma alta de 25 pontos-base nos juros do BCE também limitou o apetite por risco antes da decisão da autoridade monetária na quinta-feira.

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A escalada dos preços do petróleo e a proximidade de uma nova decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE) ditaram o ritmo dos mercados acionários da Europa nesta terça-feira (8). Os principais índices terminaram o pregão próximos da estabilidade e sem uma tendência única, enquanto investidores avaliaram o risco de uma nova pressão inflacionária provocada pelo encarecimento da energia.

O movimento ganhou força depois de ataques dos Houthis contra instalações de energia da Arábia Saudita. O Brent chegou a se aproximar de US$ 100 por barril (R$ 513), nível que aumentou a preocupação do mercado com os possíveis efeitos dos preços da commodity sobre a inflação.

Apesar desse cenário, as oscilações foram contidas nas principais praças europeias. O FTSE 100, de Londres, recuou 0,1%, aos 10.811,66 pontos, e o DAX, de Frankfurt, caiu 0,05%, aos 25.992,92 pontos. Já o CAC 40, de Paris, avançou 0,14%, aos 8.317,98 pontos.

Em Milão, o FTSE MIB registrou baixa de 0,1%, aos 52.177,47 pontos, enquanto o Ibex 35, de Madri, perdeu 0,12%, aos 19.997,10 pontos. Lisboa apresentou o melhor desempenho entre as praças citadas, com avanço de 0,66% do PSI 20, aos 9.481,29 pontos. As cotações são preliminares.

Juros do BCE dividem as atenções com petróleo

Além das tensões no mercado de energia, investidores evitaram movimentos mais contundentes antes da decisão do BCE, prevista para quinta-feira. Para a State Street Investment Management, o cenário mais provável é uma elevação de 25 pontos-base nos juros, mas a principal atenção estará nas indicações dadas pela instituição sobre a trajetória da política monetária daqui para frente.

A Pimco projeta um período prolongado sem novas mudanças nos juros depois de setembro. Essa perspectiva, porém, poderá ser revista caso as expectativas de inflação apresentem deterioração, cenário que elevaria o risco de novos aumentos das taxas.

A agenda econômica também trouxe sinais negativos da Alemanha. As exportações do país diminuíram 0,8% em julho na comparação com junho, interrompendo uma sequência de cinco meses sem retração. Foi a primeira queda em seis meses.

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Novartis desaba após novo revés com medicamento

No mercado acionário, a Novartis protagonizou uma das maiores quedas do dia. Os papéis da farmacêutica despencaram cerca de 10,5% em Zurique depois que o del-desiran, medicamento experimental desenvolvido para uma doença neuromuscular, não conseguiu atingir o objetivo principal em um estudo de fase final.

O resultado representou o terceiro teste da companhia a decepcionar apenas nesta semana. Diante da sequência de resultados negativos, o Jefferies considera que a Novartis poderá ter uma necessidade maior de buscar aquisições e acordos para garantir a sustentação de seu crescimento para além de 2030.

Energia avança enquanto varejo e tecnologia recuam

Outras empresas também registraram perdas expressivas. Em Londres, a varejista de artigos para o lar Dunelm recuou 13,8%. Na Bolsa de Frankfurt, as ações da Infineon caíram 4,4%, enquanto a TeamViewer terminou a sessão com baixa de 3,1%.

Em Milão, os papéis do UniCredit ficaram praticamente estáveis após o banco anunciar a compra de uma participação minoritária na fintech alemã VC Trade.

A valorização da energia, por outro lado, favoreceu a ENI, que avançou 1,4% durante o pregão. A Telecom Italia também figurou entre os destaques positivos da sessão, com alta de 2,7%.

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