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Ministério das Relações Exteriores do Irã critica Canadá por apoio às ações dos EUA no Estreito de Ormuz
Publicado 08/09/2026 • 10:19 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 08/09/2026 • 10:19 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Rita Willaert / Flickr
Estreito de Ormuz
O Irã criticou o Canadá por apoiar as ações dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz e classificou as medidas de Ottawa como uma “demonstração de confusão estratégica e submissão à intimidação”.
Em uma publicação no X, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que o Canadá escolheu “apaziguar” os EUA “justamente no dia em que o presidente dos EUA, em flagrante desprezo pela soberania e independência do Canadá, retratou todo o país como parte dos Estados Unidos”.
Baghaei fazia referência a uma publicação feita pelo presidente americano, na segunda-feira (07), que mostrava o território dos EUA abrangendo Canadá, Groenlândia e Islândia.
Durante seu segundo mandato, Trump fez repetidos comentários sobre transformar o Canadá no 51º estado americano e anexar a Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca.
As declarações de Baghaei ocorreram depois de o Canadá condenar as “ações desestabilizadoras” do Irã no Oriente Médio. Ottawa afirmou que trabalharia com parceiros para manter uma pressão significativa sobre Teerã, inclusive por meio de sanções e do apoio a esforços para reabrir o Estreito de Ormuz liderados pelos EUA, França e Reino Unido.
“O Canadá não pode se apresentar de forma crível como defensor da ‘paz e segurança’, da ‘liberdade de navegação’ e do ‘direito internacional’ enquanto, simultaneamente, apoia a agressão militar dos EUA e as ações ilegais e intervencionistas de Washington em nossa região”, afirmou Baghaei.
“Isso não é ‘diplomacia’ nem ‘atuação estatal responsável’. É… uma escolha que sequer protegerá o próprio Canadá contra o bullying e a agressão americanos”, acrescentou.
Leia também: Irã anuncia criação de “zona proibida” próxima ao Estreito de Ormuz
Baghaei questionou por que Ottawa escolheria apoiar Washington depois de ter experimentado o que chamou de “má-fé americana” e sabendo que as assinaturas dos EUA são “escritas a lápis”.
As negociações comerciais entre Ottawa e Washington entraram em colapso no mês passado, depois que o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que as exigências dos EUA haviam ido longe demais. “Eles pediram demais e ofereceram de menos”, declarou.
O impasse provocou tarifas sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses. O Canadá também adotou tarifas retaliatórias “dólar por dólar”, que entrarão em vigor à 0h01 de terça-feira (8), pelo horário do leste dos EUA.
O Irã também criticou outros aliados dos Estados Unidos, como a Coreia do Sul. Na segunda-feira (7), Baghaei alertou Seul contra uma possível participação militar e apoio à “agressão” americana, em uma publicação no X em coreano.
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Siga o Times | CNBCO Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul teria afirmado no fim de semana que mantinha “comunicação próxima com os países relevantes para ajudar a restaurar a paz e a estabilidade no Oriente Médio o mais rápido possível”.
Na semana passada, Seul afirmou estar avaliando opções, incluindo medidas militares para apoiar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, segundo a Reuters.
“Qualquer outro país que mantenha presença militar ou participe de operações [dos EUA] no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz só pode ser considerado como apoiador direto dos responsáveis pela agressão, e isso levará a consequências graves”, publicou Baghaei.
Leia também: Presidente do Irã anuncia acordo com Omã sobre rota no Estreito de Ormuz e alerta para economia do país
No fim da segunda-feira (7), o deputado americano Jason Crow, democrata do Colorado, veterano do Exército e integrante dos comitês de Inteligência e de Serviços Armados da Câmara dos Representantes, classificou a guerra como um “atoleiro absoluto”.
Em uma publicação no X, Crow afirmou que o conflito era “totalmente previsível e evitável” e defendeu o fim das chamadas “guerras eternas” no Oriente Médio.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou no início do conflito que a guerra não seria uma “guerra eterna” para Washington.
As declarações foram reforçadas pelo senador Mark Warner, democrata da Virgínia e vice-presidente do Comitê de Inteligência do Senado, que criticou o presidente Donald Trump em uma mensagem em vídeo publicada no X.
“A guerra contra o Irã, escolhida por Donald Trump, custou aos americanos US$ 100 bilhões”, afirmou Warner, acrescentando que “a cada dois minutos, esse valor aumenta em mais US$ 1 milhão”.
Segundo o senador, o governo americano estava “longe” de alcançar seus objetivos no conflito. Para ele, a situação é consequência de iniciar “uma guerra escolhida sem plano, sem estratégia, sem aliados e sem uma maneira de sair”.
Leia mais: Guerra no Irã: Estreito de Ormuz segue fechado mesmo após acordo com Omã
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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