Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Brent acima de US$ 100 mantém pressão e reflete ceticismo do mercado sobre trégua entre EUA e Irã
Publicado 22/04/2026 • 22:06 | Atualizado há 2 meses
Jovem trabalhou disfarçada em uma rede de cafeterias antes de abrir seu próprio café de matcha
SpaceX pode tornar a empresa mais valiosa do mundo? Confira as chances
Waymo faz recall de cerca de 3.900 robotáxis depois de alguns terem invadido zonas de obras em rodovias
Funcionários da Amazon são alvo de investigação após críticas à expansão de data centers de IA
Chefe da OPEP rejeita previsão da AIE sobre excesso de oferta enquanto “crítico” Estreito de Ormuz é reaberto
Publicado 22/04/2026 • 22:06 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A persistente valorização do petróleo Brent acima de US$ 100 reflete a desconfiança do mercado financeiro quanto à eficácia do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, disse Paulo Antonelli, professor de análise financeira na SKEMA Business School, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O especialista ressaltou que a trégua diplomática não eliminou os riscos estruturais e a incerteza sobre o desfecho do conflito no Oriente Médio: “Um cessar-fogo agora não necessariamente é uma boa notícia para o mercado. Traz e deixa cada vez mais evidente que não tem um horizonte muito claro de como que essa guerra deve prosseguir e, principalmente, como que ela deve terminar”, analisou.
Essa instabilidade geopolítica impacta diretamente os ativos brasileiros, com destaque para a Petrobras, que registrou um salto significativo em sua volatilidade nos últimos meses: “Se a gente olhar a volatilidade dos preços da Petrobras nos meses de março e abril e comparar com os últimos 12 meses, percebe-se que os retornos aumentaram em quase 50%. Isso é reflexo direto de um risco maior, pois ao mesmo tempo que o preço mais alto traz maior receita, também aumenta o risco”, afirmou.
Enquanto o setor de tecnologia nos Estados Unidos mantém o otimismo impulsionado pela Inteligência Artificial, os mercados emergentes já sentem o peso da inflação decorrente do choque energético: “O aumento do preço do petróleo impacta diretamente a inflação e isso carrega alimentos, carrega tudo que depende fortemente de transporte. Não é só o preço da commodity que impacta, ele acaba desencadeando o aumento de preço em vários outros itens”, explicou.
No Brasil, as projeções macroeconômicas já apontam para um cenário de maior aperto monetário e crescimento modesto para o próximo período: “A gente já teve uma previsão de inflação subindo para 4,8% ao ano em 2026 e uma Selic no fim do ano em 13%, antes a expectativa era 12,5%. Vemos um PIB abaixo de 2%, o que mostra uma deterioração em todos os principais indicadores decorrente dessa incerteza”.
Quanto ao abastecimento global e aos estoques, o cenário permanece dependente da logística no Estreito de Ormuz, embora o Brasil possa encontrar oportunidades comerciais na crise: “O estoque de petróleo a gente vê ele diminuindo de maneira geral, embora o dado dos Estados Unidos tenha mostrado um leve aumento na última semana. Se a guerra se estender, o Brasil pode ter uma ponta positiva com a Petrobras exportando para lugares que hoje não exporta e a um preço mais alto”.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no Google🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Endrick no banco: por que o patrocínio do jogador virou teoria nas redes?
2
Messi foge da onda rosa da Copa com chuteira especial; veja quanto custa o modelo
3
Como o Claude Fable passou de grande aposta da I.A a uma crise de reputação para a Anthropic
4
Polícia Federal vai investigar invasão em sistema da Defesa Civil que disparou alerta falso na madrugada
5
Braskem enfrenta dificuldades para aprovar plano de recuperação extrajudicial com credores