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Contrato futuro do petróleo Brent opera em US$ 103 o barril diante da instabilidade no Oriente Médio; entenda os preços
Publicado 01/04/2026 • 09:14 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 01/04/2026 • 09:14 | Atualizado há 1 hora
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Foto: Freepik
Petroleira
Os contratos futuros do petróleo tipo Brent operam nesta quarta-feira (1°) em queda de 0,48%, a US$ 103,13 o barril, pressionados pelas idas e vindas do conflito no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, corredor por onde passa 20% de toda a produção mundial de petróleo. O contrato de referência é o com vencimento em junho de 2026, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
A queda de 0,48% nesta sessão está ligada às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou na noite de terça-feira (31) que espera retirar as forças militares americanas do Irã em “duas ou três semanas” e sinalizou que considera o conflito encerrado. “Vamos sair em breve“, disse Trump a jornalistas na Casa Branca.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, anunciou que Trump fará um pronunciamento nacional nesta quarta-feira (1°), às 22h (horário de Brasília), com uma “atualização importante” sobre o Irã. O movimento derrubou os preços, que chegaram a cair mais de 4% durante a sessão, mesmo com o Estreito de Ormuz ainda bloqueado.
A cotação de hoje pode parecer, à primeira vista, uma queda abrupta em relação à divulgada ontem, quando o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC informou que o Brent fechou março a US$ 119 o barril. Mas a diferença não representa recuo real nos preços. Ela reflete uma mudança técnica no contrato de referência adotado pelo mercado.
Ontem, o contrato ativo era o com vencimento em maio de 2026. Hoje, com o encerramento daquele vencimento, o mercado migrou para o contrato seguinte, com entrega em junho. Os dois contratos nunca tiveram o mesmo preço – daí a diferença nas cotações. O nome desse movimento é rollover.
O mercado futuro funciona como um acordo de compra e venda com data marcada. Uma parte se compromete a comprar, a outra a vender, uma quantidade específica de petróleo a um preço fixado hoje, com entrega em uma data futura.
Cada contrato carrega um mês de vencimento, que indica quando a entrega física ocorreria. O de junho de 2026, por exemplo, representa o petróleo com entrega prevista naquele mês. Conforme junho se aproxima, esse contrato expira e o mercado passa a adotar o de julho como referência.
O contrato mais próximo do vencimento que ainda está sendo negociado ativamente é chamado de front month. É ele que aparece nos terminais financeiros, nas agências de notícias e no noticiário como “o preço do petróleo hoje”. O front month concentra o maior volume de negócios e a maior liquidez, tornando-se referência tanto para o mercado físico quanto para as refinarias.
Quando o front month se aproxima do vencimento, os investidores que não pretendem receber o petróleo fisicamente encerram suas posições e migram para o contrato seguinte. Esse é o rollover, e é exatamente o que aconteceu entre ontem e hoje.
Há dois grandes grupos no mercado futuro. O primeiro reúne os chamados hedgers: companhias aéreas, transportadoras e refinarias que usam os contratos para travar um preço e se proteger de oscilações. O segundo é formado por especuladores, que nunca pretendem receber o petróleo de fato. Eles compram e vendem contratos apostando na direção dos preços.
A maioria dos contratos é encerrada antes do vencimento, com a posição sendo revendida no mercado. Quem mantém o contrato até o fim acerta a liquidação financeira – a diferença entre o preço travado e o preço de mercado na data de vencimento – sem movimentar um barril sequer.
O Brent é a principal referência internacional de preços do petróleo. Quando tensões no Oriente Médio elevam as expectativas de escassez, os contratos futuros sobem, e esse movimento se reflete nos preços de importação praticados no Brasil, pressionando o custo do diesel nas refinarias e, depois, nos postos de combustível.
O fechamento do Estreito de Ormuz adiciona uma camada de incerteza ao cenário. O corredor liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é rota de passagem de parcela relevante do petróleo exportado por Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Irã. Com o estreito bloqueado, o abastecimento global enfrenta gargalos que sustentam os preços elevados nos contratos futuros.
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