Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Brent vai a US$ 119; Citi diz que balança do Brasil ganha com a disparada, mas PIB é ameaçado
Publicado 31/03/2026 • 12:39 | Atualizado há 5 meses
Pressão dos EUA para que aliados aumentem gastos com defesa pode resultar em mais estados nucleares
Disney processa governo Trump por exigir renovação antecipada das licenças da ABC
S&P 500 cai pela terceira sessão consecutiva, pressionado pela alta dos rendimentos dos títulos e dos preços do petróleo no mundo
Apple reformula taxas da App Store da Europa para resolver disputa sobre pagamentos
LinkedIn diz que millennials e Gen Z estão conquistando empregos de IA em setores de rápido crescimento e altos salários
Publicado 31/03/2026 • 12:39 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik
Por que o preço do petróleo disparou após o fim do cessar-fogo entre EUA e Irã?
O choque do petróleo melhora os termos de troca do Brasil, mas representa um risco negativo para o crescimento econômico em 2026. A avaliação é do Citi, em relatório divulgado aos clientes nesta terça-feira (31), que incorpora o atual ambiente de preços elevados do petróleo ao cenário base do banco para a economia brasileira.
às 12h25 deste dia 31 de março, o Brent opera em alta de 6%, negociado na ICE, de Londres, a US$ 119 o barril. Se confirmado o preço, a variação do preço do petróleo em março será de 64%.
Segundo o banco americano, há uma contradição estrutural, pois o Brasil tem saldo positivo na balança de combustíveis de 1,2% do PIB, o que significa que preços mais altos do petróleo favorecem as contas externas. O Citi estima que uma alta de 35% no barril, de US$ 70 para US$ 95, mantida por três meses, acrescenta cerca de US$ 2,5 bilhões ao superávit comercial, o equivalente a 0,1% do PIB.
Leia também: Carrefour e Casa dos Ventos fecham contrato de longo prazo de R$ 1 bilhão em energia solar
O problema está na composição da economia. O setor de petróleo representa menos de 3% do PIB brasileiro, enquanto os setores que consomem combustível como insumo são muito maiores. Pelo cálculo do Citi, o choque funciona como um adverso de oferta para o crescimento, penalizando uma fatia da economia proporcionalmente maior do que aquela que se beneficia da alta dos preços.
O banco mantém a projeção de crescimento do PIB em 1,8% para 2026, mas reconhece explicitamente que o risco é assimétrico, com viés de revisão para baixo. A extensão do impacto, segundo o Citi, dependerá da magnitude e da duração do choque, da reação da política fiscal para amortecer o custo e da resposta da política monetária.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO Citi projeta depreciação moderada do real, com o dólar fechando 2026 em torno de R$ 5,40. O banco pondera que, embora os termos de troca mais favoráveis apoiem a moeda brasileira, o real também é sensível à aversão ao risco global, que tende a se elevar em períodos de tensão nos mercados de commodities e a fortalecer o dólar no índice DXY.
No campo da inflação, o cenário base do Citi considera um reajuste de 10% nos preços da gasolina no atacado, totalmente compensado por reduções de impostos ou subsídios, sem impacto líquido no IPCA. Com essa premissa, o banco mantém a estimativa de inflação para o fim de 2026 em 3,8%.
O pano de fundo é delicado. Os preços da gasolina no atacado praticados pela Petrobras estão cerca de 60% abaixo da paridade internacional, enquanto o diesel acumula defasagem de 75%. O Citi calcula que cada alta de 10% no preço da gasolina no atacado adiciona aproximadamente 30 pontos-base ao IPCA.
Se o governo optar por eliminar completamente os tributos federais e estaduais sobre a gasolina para compensar um eventual reajuste, o custo fiscal seria de cerca de R$ 9 bilhões por mês, o equivalente a 1% do PIB anualizado. O banco já incorporou ao seu cenário base um resultado primário de -0,6% do PIB em 2026, com a dívida bruta encerrando o ano em 83,1% do PIB.
O Citi avalia que o cenário ainda é compatível com novos cortes na taxa Selic, mas deixa claro que os riscos apontam para um ciclo de afrouxamento mais curto do que o previsto anteriormente.
A combinação de pressão inflacionária latente, incerteza fiscal e choque de oferta externo estreita a margem de manobra do Banco Central caso o ambiente de preços do petróleo se prolongue além do esperado.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Maiores Audiências
1
Quem são os credores da Casas Bahia?
2
Fiat Argo X chega para disputar liderança entre carros mais vendidos do Brasil
3
Claude vai marcar textos gerados por IA com marca d’água e dificultar o “copiar e colar”
4
Recuperação judicial de Casas Bahia, Marabraz e Tok&Stok escancara os gargalos do varejo
5
Cedro busca parceiros internacionais para porto de R$ 3,6 bilhões em Itaguaí, diz CEO José Carlos Martins