Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EXCLUSIVO CNBC: Petróleo pode disparar a US$ 200 com guerra e risco no Estreito de Ormuz, diz presidente da S&P Global
Publicado 31/03/2026 • 18:44 | Atualizado há 7 meses
Lula vence eleição presidencial histórica no Brasil; Bolsonaro se recusa a reconhecer a derrota
O que Democratas e Republicanos mais temem antes das eleições de meio de mandato nos EUA? Pesquisa da CNBC responde
Lula e Bolsonaro mobilizam apoiadores na véspera do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil
Arábia Saudita diz ter interceptado mísseis e drones dos Houthis a caminho de Riad e outras cidades neste domingo (25)
Em Israel, como a guerra, segurança e aritmética de coalizão moldam a eleição de amanhã (27)
Publicado 31/03/2026 • 18:44 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
A guerra no Oriente Médio já começa a contaminar o mercado físico de petróleo e pode levar o barril a níveis extremos, entre US$ 150 e US$ 200, em um cenário de continuidade do conflito e ruptura logística global. A avaliação é de Dave Ernsberger, presidente da S&P Global Energy, em entrevista exclusiva à CNBC.
Ele aponta um desalinhamento crescente entre os preços negociados no mercado futuro e a realidade da oferta física — distorção que tende a desaparecer à medida que a crise avança.
“Quanto mais este conflito durar, mais a dor que já está sendo sentida no mercado físico por barris de petróleo começará a ser refletida nos preços futuros. Um dos temas principais tem sido que os mercados futuros e os físicos contam histórias muito diferentes, mas essa história se une agora”, afirmou.
O principal risco, segundo ele, está na logística global, especialmente no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.
“Sair deste conflito com os iranianos em uma posição mais forte do que nunca seria muito traumatizante para quem tenta mover petroleiros. Os iranianos falam seriamente sobre cobrar um pedágio para a passagem segura pelo estreito, e é difícil imaginar outros países aceitando isso”, explicou.
O impacto já começa a aparecer no abastecimento da Europa, com interrupções no fluxo regular de petróleo vindo do Oriente Médio.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“As últimas remessas de combustível de aviação e petróleo bruto do Oriente Médio estão desembarcando agora no Reino Unido. Surgem dúvidas sobre a disponibilidade em abril e maio, o que nos obrigará a importar barris dos Estados Unidos e de outras partes do mundo para suprir a demanda”, alertou.
A substituição dessa oferta, porém, não é simples. Ernsberger destaca que a capacidade global de produção fora da região é limitada e não consegue responder rapidamente a choques dessa magnitude.
“Você pode limpar a pista para uma expansão na Venezuela, mas mover as peças para aumentar essa produção leva muito tempo. Veremos um aumento na produção em destinos mais distantes, pois os Estados Unidos já estavam produzindo todo o petróleo que podiam antes deste conflito”.
Leia também: EXCLUSIVO CNBC: Mercedes-Benz projeta 2026 mais desafiador nos EUA, mas mantém metas ambiciosas
Nesse cenário, novas regiões passam a ganhar relevância na tentativa de equilibrar o mercado.
“A maior parte da oferta flexível estava no Oriente Médio, então o foco agora se volta para lugares como Austrália e China, que tem aumentado a produção silenciosamente. Eu adicionaria a Guiana e o Canadá a esse mix; serão as Américas com um pouco do Pacífico asiático a sustentar o mercado”.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Fundo de ações brasileiras cai 27% nesta segunda e dólar futuro vai a R$ 5,55 em Chicago após vitória de Lula; há temores de circuit breaker
2
Ibovespa Futuro despenca quase 15% após reeleição de Lula; juros de longo prazo disparam
3
Dólar dispara 11% e chega a R$ 5,52 após resultado do 2º turno das eleições
4
Putin, Macron, Xi Jinping, Keiko Fujimori parabenizam Lula pela reeleição; veja os líderes mundiais que enviaram mensagens ao brasileiro
5
Em discurso, Lula promete governar para todos; Flávio rejeita resultado e diz que vai pedir anulação da eleição