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O fundador da Uber e ex-CEO da companhia, Travis Kalanick, anunciou nesta sexta-feira (13) que renomeou sua mais recente empresa para Atoms e afirmou que está expandindo suas atividades para além do setor de alimentação, passando a atuar também nas áreas de mineração e transporte.

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Petróleo

Petróleo supera US$ 104 após Trump ameaçar atacar hub de petróleo do Irã ‘só por diversão’

Publicado 16/03/2026 • 07:47 | Atualizado há 24 minutos

KEY POINTS

  • WTI foi a US$ 101 e Brent a US$ 106. Mercado reage ao risco de ataque americano a Kharg Island, terminal por onde sai a maior parte do petróleo iraniano.
  • Brent negocia no maior nível desde 2022, após Trump ameaçar atacar a infraestrutura de petróleo do Irã na Ilha de Kharg
  • Mais de 30 países anunciaram liberação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas, maior ação coordenada da história, para conter a alta dos preços
Petroleira

Foto: Freepik

Qual é a quantidade de petróleo das reservas dos países do G7

O petróleo Brent superou US$ 104 por barril nesta segunda-feira (16), atingindo o maior patamar desde 2022, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar a infraestrutura de exportação de petróleo do Irã na Ilha de Kharg, “just for fun“. Os contratos futuros com entrega em maio avançavam 1,5%, a US$ 104,72 por barril, enquanto o WTI americano subia 0,3%, a US$ 98,91.

Ambos os contratos acumulam alta de mais de 50% no último mês, desde que o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz foi severamente interrompido com o início da guerra, há três semanas.

O Brent fechou acima de US$ 100 pela primeira vez em quatro anos na semana passada.

Leia também: Trump avalia bombardear hub de petróleo do Irã na ilha Kharg , diz embaixador Waltz na ONU

Ameaça à Ilha de Kharg

Em entrevista à NBC News publicada no sábado, Trump afirmou que os ataques americanos à Ilha de Kharg “demoliram totalmente” grande parte da ilha, mas que os EUA “podem atacá-la mais algumas vezes, só por diversão.” O presidente ordenou os ataques na sexta-feira contra instalações militares iranianas na ilha, afirmando que a infraestrutura de petróleo foi preservada.

A ressalva, porém, veio acompanhada de aviso: caso o Irã continue a atacar petroleiros no Estreito de Ormuz, Washington considerará atingir as instalações de exportação de crude na ilha.

Cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas saem por Kharg. O país produziu aproximadamente 3,2 milhões de barris por dia em fevereiro, segundo dados da Opep, e exporta cerca de 1,5 milhão de barris diários.

Alerta do JPMorgan

Para Natasha Kaneva, responsável pela área de commodities globais do JPMorgan, os ataques a Kharg e as ameaças de Trump representam uma escalada significativa no conflito. Um ataque direto ao terminal de exportação da ilha interromperia imediatamente o grosso das exportações iranianas e provavelmente provocaria “retaliação severa” do Irã no Estreito de Ormuz ou contra a infraestrutura energética regional, segundo nota enviada a clientes na sexta-feira.

O Estreito, que conecta o Golfo Pérsico ao mercado mundial, responde por cerca de 20% do petróleo consumido no planeta. Seu fechamento provocou a maior disrupção de fornecimento de petróleo da história.

Resposta histórica das reservas

Diante da crise, mais de 30 países anunciaram a liberação de 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas, a maior ação coordenada desse tipo já registrada. Os Estados Unidos contribuirão com 172 milhões de barris de sua Reserva Estratégica de Petróleo.

A Agência Internacional de Energia, com sede em Paris, coordena o esforço. Nações asiáticas começaram a liberar os estoques imediatamente, enquanto países das Américas e da Europa devem iniciar o processo até o fim de março.

Ainda assim, os preços seguem em alta. O secretário de Energia americano, Chris Wright, admitiu que não há garantia de queda nos preços nas próximas semanas.

Aliados e escolta naval

Trump afirmou no fim de semana estar em conversas com aliados para garantir a segurança do Estreito de Ormuz e exigiu que outros países ajudem a proteger o corredor marítimo. A Casa Branca deve anunciar ainda esta semana que múltiplos países concordaram em escoltai petroleiros pela passagem, segundo fontes ouvidas pelo Wall Street Journal. A discussão ainda em aberto é se a operação começaria antes ou depois do fim da guerra.

O embaixador americano na ONU, Mike Waltz, reforçou a postura do governo. “Ele deliberadamente atacou apenas a infraestrutura militar, por enquanto”, disse Waltz à CNN. “E certamente acho que ele manteria essa opção caso queira derrubar a infraestrutura energética deles.”

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