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EUA e China negociam em Paris com expectativas baixas antes de cúpula Trump-Xi no final de março
Publicado 15/03/2026 • 12:20 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 15/03/2026 • 12:20 | Atualizado há 1 mês
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Yuri Gripas/AP Photos
Altos funcionários econômicos dos EUA e da China se reuniram neste domingo em Paris para uma nova rodada de negociações comerciais, com o objetivo de consolidar a trégua vigente e abrir caminho para o encontro entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, previsto para o fim de março em Pequim.
As conversas têm lugar na sede da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico e são lideradas pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, e pelo vice-premier chinês He Lifeng. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, também participa das discussões.
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A pauta inclui a revisão das tarifas americanas sobre produtos chineses, o fluxo de minerais de terras-raras e ímãs produzidos na China para compradores americanos, os controles de exportação de tecnologia de ponta dos EUA e as compras chinesas de produtos agrícolas americanos.
Analistas, porém, trabalham com expectativas contidas. “Ambos os lados têm, creio eu, o objetivo mínimo de realizar uma reunião que mantenha as coisas unidas e evite uma ruptura e reescalada das tensões”, disse Scott Kennedy, especialista em economia chinesa do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington.
Kennedy avalia que há grande chance de uma cúpula que “superficialmente sugere progresso, mas que na prática deixa as coisas onde estavam nos últimos quatro meses”.
As negociações de Paris partem da trégua comercial firmada por Trump e Xi em outubro de 2025, em Busan, na Coreia do Sul. O acordo reduziu as tarifas americanas sobre importações chinesas, pausou por um ano os controles de exportação de terras-raras impostos pela China e suspendeu a expansão de uma lista negra americana de empresas chinesas impedidas de comprar tecnologia dos EUA.
A China também se comprometeu a comprar 12 milhões de toneladas métricas de soja americana na safra de 2025 e 25 milhões de toneladas na de 2026. Bessent afirmou que Pequim tem cumprido esses compromissos até agora.
O ponto de atrito mais visível está nas terras-raras. Enquanto alguns setores recebem exportações chinesas normalmente, empresas americanas de aeroespacial e semicondutores enfrentam escassez crescente de materiais como o ítrio, usado em revestimentos resistentes ao calor em motores a jato.
O conflito entre EUA, Israel e Irã deve entrar na pauta de Paris, especialmente pela pressão que exerce sobre os preços do petróleo e pelo fechamento do Estreito de Ormuz. A China depende da rota para 45% de seu abastecimento de petróleo.
Na quinta-feira, Bessent anunciou uma isenção de 30 dias nas sanções para permitir a venda de petróleo russo retido em navios-tanque, medida destinada a ampliar a oferta global. Com a atenção de Washington voltada para o conflito no Oriente Médio, as perspectivas de um avanço comercial expressivo em Paris ou na cúpula de Pequim ficam ainda mais estreitas.
Greer e Bessent chegam a Paris carregando um novo irritante: investigações abertas sob a Seção 301 da legislação comercial americana contra a China e outros 15 parceiros comerciais, por alegadas práticas desleais ligadas ao excesso de capacidade industrial. As apurações podem resultar em nova rodada de tarifas em poucos meses.
A China reagiu na sexta-feira, denunciando as investigações e reservando-se o direito de tomar contramedidas. A agência estatal Xinhua classificou as negociações de Paris como “uma oportunidade e um teste” e afirmou que o avanço dependerá da disposição de Washington em adotar uma postura “racional e pragmática”.
Trump e Xi podem se encontrar outras três vezes ao longo do ano, incluindo a cúpula da APEC, em novembro, e o G20, em dezembro, eventos que analistas apontam como janelas com maior potencial para acordos concretos.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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