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Petróleo encerra em alta com impasse nas negociações EUA-Irã e sem perspectiva de abertura de Ormuz
Publicado 28/04/2026 • 16:50 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 28/04/2026 • 16:50 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik
Por que o preço do petróleo disparou após o fim do cessar-fogo entre EUA e Irã?
O petróleo fechou em alta nesta terça-feira (28), com o WTI e o Brent na faixa dos US$ 100 o barril, em meio ao impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã e ausência de sinais imediatos de reabertura do Estreito de Ormuz.
O petróleo WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 3,69% (US$ 3,56), a US$ 99 93 o barril.
Já o Brent para julho, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 2,66% (US$ 2,71), a US$ 104,40 o barril.
Além da continuidade do bloqueio em Ormuz – via vital para o transporte de petróleo global – a ausência de notícias sobre novas negociações entre Washington e Teerã e o ceticismo do presidente americano, Donald Trump, sobre a proposta iraniana para um acordo impulsionou os preços da commodity.
O ING, que acreditava na normalização dos fluxos pelo estreito em abril, agora pressupõe que a via começará a ser retomada lentamente em maio e junho e que permanecerá com um movimento abaixo dos níveis anteriores ao conflito no Oriente Médio durante a maior parte do ano.
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Siga o Times | CNBC“Os alarmes vão soar alto se o Estreito de Ormuz não reabrir durante maio”, alerta o analista-chefe de commodities da SEB Research, Bjarne Schieldrop, afirmando que os preços à vista do petróleo bruto e dos derivados vão avançar cada vez mais no atual cenário.
A guerra no Irã deve provocar a maior alta dos preços de energia em quatro anos e ampliar pressões inflacionárias e riscos ao crescimento global, segundo relatório divulgado pelo Banco Mundial nesta terça. A instituição projeta avanço de 24% nos preços de energia em 2026, ao maior nível desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022.
Em paralelo, os Emirados Árabes Unidos informaram que estão deixando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pra focar em uma evolução orientada por políticas, alinhada aos fundamentos de mercado de longo prazo.
A saída dos Emirados Árabes Unidos pode enfraquecer a coesão do grupo, elevar a volatilidade dos preços do petróleo e inclinar o balanço de riscos para cotações mais baixas ao longo do tempo, avalia a Capital Economics.
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