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Petróleo avança 4%; barril do Brent vai aos US$ 105 e WTI volta aos US$ 100 desde maio
Publicado 10/09/2026 • 11:17 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 10/09/2026 • 11:17 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O preço do petróleo avançou nesta quinta-feira (10), com o contrato futuro do Brent para novembro subindo acima de US$ 105 o barril, enquanto o WTI para outubro retomou a marca de US$ 100 pela primeira vez desde maio. A alta ampliou o temor de pressão inflacionária às vésperas da decisão de juros do Federal Reserve, marcada para a próxima semana.
O movimento estende a disparada que, na sessão anterior, já havia levado os contratos futuros a atingirem três dígitos pela primeira vez desde julho. Com o avanço, as bolsas americanas recuaram na quinta-feira. O Dow Jones caiu 195 pontos, equivalente a 0,4%, o S&P 500 perdeu 0,6% e o Nasdaq Composite cedeu 0,9%.
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A alta do petróleo também empurrou o rendimento dos Treasuries de dez anos para acima de 4,9%, o nível mais alto desde novembro de 2023. Ações de semicondutores, que vinham liderando o mercado em alta, recuaram diante do temor de que juros e petróleo mais altos desacelerem a economia. Intel caiu 3% e Micron Technology perdeu 2%.
Por trás da disparada do petróleo está o conflito entre Estados Unidos e Irã, que já se estende por sete meses. O Irã sinalizou que não recuará diante do bloqueio naval americano e afirmou que intensificará os ataques caso os EUA continuem a atacar seu território.
Ao mesmo tempo, os houthis, apoiados por Teerã, atacam alvos da Arábia Saudita a partir do Iêmen. O reino saudita informou que sua produção de petróleo bruto despencou no mês passado para o nível mais baixo desde 1990, o que amplia a preocupação com o abastecimento global.
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Siga o Times | CNBCUm relatório de inflação ao produtor considerado moderado não foi suficiente para conter os temores em torno de juros e petróleo mais altos. O índice de preços ao produtor de agosto, medida de inflação no atacado, subiu 0,4% no mês, ajustado sazonalmente, em linha com o consenso de mercado. Na comparação anual, o PPI ficou em 5,4%, patamar ainda bem acima da meta de 2% do Federal Reserve.
O dado antecede a divulgação do índice de preços ao consumidor nesta sexta-feira. Ambos os indicadores alimentam a medida de inflação preferida do Fed, o índice de gastos com consumo pessoal, que só será divulgado depois da decisão de juros de 16 de setembro.
Para Stephen Coltman, head de macro da 21Shares, o relatório do PPI não ajuda a resolver a dúvida sobre uma possível alta de juros na próxima semana, mas o retorno do petróleo acima de US$ 100 e os rendimentos dos títulos em máximas elevam a pressão sobre os investidores antes do dado de inflação ao consumidor.
Segundo a ferramenta CME FedWatch, os contratos futuros de juros já precificam 74% de probabilidade de alta de um quarto de ponto percentual na reunião do Federal Reserve na próxima semana.
As bolsas americanas também vinham de três dias seguidos de queda depois que o Tesouro dos Estados Unidos anunciou que recompraria até US$ 6 bilhões em dívida de longo prazo, triplicando o volume habitual da operação. Menos de um mês antes, o órgão já havia informado que mais que dobraria o tamanho de suas recompras de dívida, então em US$ 2 bilhões.
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