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Petróleo sobe com tensões entre EUA e Irã e restrições no Estreito de Ormuz

Publicado 31/07/2026 • 17:03 | Atualizado há 34 minutos

KEY POINTS

  • Petróleo fecha em alta com escalada das tensões entre EUA e Irã.
  • WTI e Brent acumulam fortes ganhos em julho, acima de 20%.
  • Mercado monitora Estreito de Ormuz e decisões da Opep+ sobre produção.

Foto: Freepik

O petróleo encerrou a sessão desta sexta-feira (31) em alta e registrou forte valorização ao longo de julho, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. O movimento foi impulsionado pela continuidade dos confrontos entre Estados Unidos e Irã, pela redução do fluxo marítimo no Estreito de Ormuz e pela falta de perspectiva de um acordo entre as partes.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro avançou 1,29%, alta de US$ 1,08, encerrando o pregão a US$ 84,67 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para outubro subiu 1,21%, equivalente a US$ 1,05, e fechou a US$ 87,93 por barril.

No acumulado semanal, o WTI registrou alta de 3,53%, enquanto o Brent avançou 2,29%. Em julho, os ganhos foram ainda mais expressivos: o WTI teve valorização de 21,8% e o Brent subiu 23,5%.

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A pressão sobre os preços aumentou após declarações da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC). O grupo afirmou ter atingido e interceptado dois navios-tanque que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz e informou que outros quatro navios alteraram a rota e retornaram após ignorarem alertas das forças iranianas.

As forças iranianas também afirmaram ter realizado um ataque com drones contra sistemas de comunicação via satélite e depósitos de equipamentos das forças dos Estados Unidos na Base Aérea Ahmad Al-Jaber, no Kuwait. Segundo o Irã, a ação ocorreu em resposta às recentes ofensivas estadunidenses contra Teerã.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã em breve perderá sua capacidade militar, declarou estar menos confiante em um acordo com Teerã e acusou o país de agir com “mentiras”.

Além das tensões geopolíticas, o petróleo recebeu impulso após relatos de que o Consórcio do Oleoduto do Cáspio (CPC) teria discutido uma possível interrupção por prazo indeterminado das operações de petróleo e do transporte de navios-tanque. A paralisação dependeria de garantias de segurança oferecidas por outros países.

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O analista da TP ICAP, Scott Shelton, afirmou que a oferta disponível de petróleo no mercado global está abaixo do nível necessário. Segundo ele, as taxas de utilização das refinarias permanecem baixas e há escassez de petróleo bruto.

O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que o governo dos Estados Unidos continuará adotando medidas para manter os preços do petróleo sob controle, caso seja necessário. Ele, no entanto, não detalhou quais ações poderiam ser tomadas.

Os investidores também aguardam a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), prevista para domingo. Há relatos de que o grupo pretende interromper novos aumentos nas cotas de produção após a última elevação prevista para setembro.

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