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Preços do petróleo oscilam após adiamento de negociações entre EUA e Irã; Brent cai

Publicado 19/06/2026 • 07:34 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • As negociações de acompanhamento entre os EUA e o Irã, que seriam realizadas na Suíça, foram canceladas, aumentando as dúvidas sobre uma paz duradoura.
  • Os preços do petróleo oscilaram enquanto os investidores reavaliavam os riscos em torno do Estreito de Ormuz.
  • A OPEP rejeitou as previsões de que a demanda global por petróleo atingirá seu pico em breve.
petróleo

- Foto: Roberto Rosa/Agência Petrobras

Após o cancelamento repentino das conversas entre Estados Unidos e Irã na Suíça, reforçando a incerteza sobre o acordo de paz provisório se tornar definitivo, os preços do petróleo tiveram movimentação. A decisão do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, de cancelar sua viagem à Suíça para conversas de paz com o Irã repercutiu nos mercados.

Às 7h10 desta sexta-feira (19), o mercado de petróleo registrava leve retração. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para entrega em agosto recuava 0,51%, cotado a US$ 79,44 o barril. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para julho caía 0,11%, negociado a US$ 75,77, acumulando queda próxima de 10% em relação ao fechamento da semana anterior. 

Leia também: Trégua com Irã derruba gasolina nos EUA ao menor nível em semanas

O Ministério das Relações Exteriores da Suíça informou que as negociações previstas para ocorrer em Bürgenstock não seriam conforme planejado. A Casa Branca também confirmou que JD Vance cancelou sua viagem ao país, citando problemas logísticos não resolvidos.

Na quinta-feira (18), Vance declarou que mais de 12 milhões de barris cruzaram o estreito durante a noite. “Os iranianos, pelo segundo dia consecutivo, não dispararam contra nenhum navio no Estreito de Ormuz. Até agora, estão cumprindo sua parte do compromisso”, disse a jornalistas.

Em entrevista exclusiva à CNBC, o secretário-geral da Opep, Haitham Al Ghais, afirmou que a organização não espera que a demanda por petróleo atinja o pico no futuro próximo. Ele também rejeitou previsões da Agência Internacional de Energia que apontam para um excesso de oferta. “Nos concentramos nos fundamentos e em números reais, sem muitos ‘se’ e ‘mas’ em nossas projeções”, destacou.

Segundo Tamas Varga, analista da PVM Oil Associates, a reabertura parcial do estratégico Estreito de Ormuz, somada ao fim da declaração de força maior do Kuwait e à suspensão do bloqueio naval dos EUA, convenceu investidores de que a interrupção que havia elevado os preços acima de US$ 120 “ficou para trás”. Ele ponderou, no entanto, que a recente queda pode não se sustentar no curto prazo, mesmo com a trégua de 60 dias.

Para Tiago Lacerda, analista da Axi, os preços devem oscilar entre US$ 75 e US$ 82 por barril no curto prazo, com o Brent acumulando queda de cerca de 36% desde o pico durante o conflito. “A atenção agora se volta para a retomada efetiva das rotas marítimas. As grandes companhias de navegação ainda não retomaram o trânsito e as taxas de seguro seguem elevadas, o que mostra a cautela do mercado quanto à velocidade da normalização”, disse em e-mail à CNBC.

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