Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Pix americano? Entenda as diferenças entre o sistema brasileiro e o Zelle dos EUA
Publicado 07/06/2026 • 09:05 | Atualizado há 2 meses
Estreito de Ormuz pode levar mais de 12 meses para retomar tráfego normal
Claude Opus 5, novo modelo de IA da Anthropic, rivaliza com o Fable 5 e é mais barato
Trump impõe novas tarifas “abrangentes” a 60 parceiros comerciais após o vencimento de tarifas globais temporárias
Pentágono reduz número oficial de mortos na guerra contra o Irã
Tesla cai 14,5% e Alphabet recua 7,1% com preocupação sobre retorno dos investimentos em IA
Publicado 07/06/2026 • 09:05 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A inclusão do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos em uma investigação comercial aberta pelos Estados Unidos colocou o Pix no centro das discussões econômicas entre os dois países.
O tema ganhou destaque após autoridades americanas apontarem preocupações com regras do mercado de pagamentos eletrônicos no Brasil.
Diante dessa situação, surgiram questionamentos sobre a existência de um equivalente ao Pix nos EUA e sobre as diferenças entre os dois modelos de transferência digital.
Leia mais:
Embora seja frequentemente apontado como a versão americana do Pix, o Zelle possui características bastante diferentes do sistema brasileiro.
Ele foi criado por um consórcio de grandes bancos dos Estados Unidos e é um serviço que permite transferências rápidas entre pessoas físicas por meio de aplicativos bancários.
O sistema é administrado pela empresa Early Warning Services e funciona como uma solução privada desenvolvida pelo setor financeiro.
Nos Estados Unidos, a adesão ao Zelle é voluntária para as instituições financeiras, diferentemente do que ocorre no Brasil.
O Pix foi lançado pelo Banco Central em novembro de 2020 como uma política pública voltada para ampliar a inclusão financeira e modernizar os meios de pagamento.
O sistema permite transferências e pagamentos instantâneos durante 24 horas por dia, todos os dias da semana. Pessoas físicas podem utilizar o serviço gratuitamente por meio de bancos, fintechs e instituições de pagamento autorizadas.
Atualmente, mais de 170 milhões de brasileiros já realizaram operações utilizando o Pix, consolidando o sistema como o principal meio de pagamento eletrônico do país.
A principal distinção entre os dois modelos está na forma de gestão:
Outra diferença importante está na abrangência. No Brasil, a participação das instituições elegíveis tornou-se obrigatória, permitindo ampla cobertura nacional. Nos Estados Unidos, cada banco decide se deseja ou não integrar o sistema.
Leia também: Lobista recebeu R$ 22 mi em comissão para direcionar bilhões do Rioprevidência ao Banco Master
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO Pix rapidamente ultrapassou a função de simples transferência entre pessoas. Hoje ele é utilizado para pagamentos em lojas físicas, compras online, contas de consumo, cobranças empresariais, assinaturas e pagamentos recorrentes.
Recursos como QR Code, Pix Copia e Cola, Pix Automático e Pix por aproximação ampliaram ainda mais sua presença na rotina dos brasileiros.
Leia também: CVM pede reforço de R$ 560 milhões à Fazenda para acelerar processos e fiscalização
O Zelle, por sua vez, permanece concentrado principalmente em transferências entre amigos e familiares. O uso em estabelecimentos comerciais ainda é limitado quando comparado ao modelo brasileiro.
O sistema brasileiro também incorporou mecanismos específicos de segurança ao longo dos últimos anos.
Entre eles estão o bloqueio cautelar de recursos suspeitos e o Mecanismo Especial de Devolução, criado para auxiliar vítimas de fraudes e golpes.
No Zelle, as possibilidades de reversão de pagamentos são mais restritas. Após a conclusão da transferência, a recuperação dos valores pode ser mais complexa, especialmente em casos de fraude.
Os números ajudam a explicar por que o Pix se tornou um tema relevante no debate internacional. O sistema brasileiro movimenta diariamente valores muito superiores aos registrados pelo Zelle e conta com milhares de instituições participantes.
Além disso, a quantidade de transações realizadas pelos brasileiros supera com ampla margem o volume observado no mercado americano.
A popularização do Pix também reduziu o uso de dinheiro em espécie e de outros meios tradicionais de pagamento, tornando o sistema uma das principais infraestruturas financeiras do país.
Leia também: Embaixada dos EUA detalha punições ao Brasil após classificação de PCC e CV como terroristas
O governo americano afirma que algumas regras do mercado brasileiro de pagamentos eletrônicos podem criar condições desfavoráveis para empresas estrangeiras que atuam no setor.
Embora o Pix não seja citado nominalmente em todos os trechos do documento, o sistema aparece entre os temas observados pelas autoridades americanas durante a análise das práticas comerciais brasileiras.
Até o momento, a investigação não altera o funcionamento do Pix nem afeta diretamente os usuários. O processo ainda está em fase de avaliação e poderá resultar em novas discussões entre os dois países sobre comércio, tecnologia e serviços financeiros.
Leia também: Mancha reputacional: decisão sobre classificar PCC e CV como terroristas ameaça turismo e investimentos no Brasil
O Pix e o Zelle possuem objetivos, estruturas e níveis de adoção bastante diferentes, apesar de ambos serem classificados como sistemas de pagamentos instantâneos.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Claude Opus 5, novo modelo de IA da Anthropic, rivaliza com o Fable 5 e é mais barato
2
TIM vai fornecer energia inteligente com IoT, rede privativa e substações para a CPFL em acordo de R$ 60 milhões
3
Quanto o Palmeiras gastou para implementar o impedimento semiautomático em Barueri?
4
Prudential coloca operação brasileira à venda; negócio pode superar US$ 3 bilhões
5
iPhone 18 Pro: quanto vai custar o novo celular da Apple?