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OTAN aposta em capim gigante para recuperar terras devastadas pela guerra na Ucrânia
Publicado 24/07/2026 • 23:59 | Atualizado há 57 minutos
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Publicado 24/07/2026 • 23:59 | Atualizado há 57 minutos
Foto: AFP
OTAN aposta em capim gigante para recuperar terras devastadas pela guerra na Ucrânia
Depois de mais de quatro anos de guerra, a Ucrânia enfrenta um desafio que vai além da reconstrução de cidades e estradas. Grande parte das áreas agrícolas e ambientais do país sofreu com explosões, circulação de veículos militares e contaminação por combustíveis e resíduos de combate, comprometendo a qualidade do solo.
Para enfrentar esse problema, pesquisadores apoiados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) testam o uso do Miscanthus gigante, uma gramínea de rápido crescimento capaz de ajudar na recuperação de terras degradadas.
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Conhecida por seu crescimento acelerado, a espécie já é cultivada em diversos países europeus para produção de biomassa. De acordo com o The Times of India, cientistas da Universidade Jan Evangelista Purkyne (UJEP), na República Tcheca, avaliam seu potencial para recuperar áreas afetadas pela guerra por meio da chamada fitorremediação, técnica que utiliza plantas para reduzir a presença de substâncias nocivas no solo.
Além disso, pesquisadores dizem que o objetivo é restaurar regiões contaminadas ao mesmo tempo em que a vegetação gera matéria-prima para produção de energia. Entretanto, apesar do potencial, os especialistas destacam que o processo acontece de forma gradual e pode levar vários anos até apresentar resultados positivos.
Antes do conflito contra a Rússia, a Ucrânia era conhecida como o “celeiro da Europa”, responsável por um dos solos mais férteis do planeta. Rico em nutrientes e matéria orgânica, o país era reconhecido como um dos principais exportadores mundiais de trigo, milho e outros grãos.
Com a guerra, porém, muitas dessas áreas passaram a apresentar contaminação por derivados de petróleo, explosivos e outros resíduos militares. Além disso, bombardeios constantes e o tráfego de veículos pesados compactaram o terreno e destruíram parte da vegetação, dificultando a retomada das atividades agrícolas.
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Siga o Times | CNBCPesquisadores internacionais explicam que a principal vantagem da planta está em seu sistema radicular profundo. Ou seja, as raízes conseguem reter parte dos contaminantes presentes no solo e ainda favorecem a atividade de microrganismos responsáveis por decompor substâncias como combustíveis e derivados de petróleo.

Outra característica importante é a capacidade de enviar cerca de 40% da matéria orgânica produzida durante a fotossíntese para o solo, índice superior ao observado em diversas culturas agrícolas. Esse processo contribui para a formação de húmus (adubo orgânico), melhora a retenção de água e aumenta a fertilidade da terra ao longo do tempo.
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Apesar de se tratar de uma estratégia inteligente para recuperar o solo da Ucrânia. O processo de plantação depende diretamente do processo sem interferências. Dessa forma, caso o solo siga recebendo bombas, veículos militares pesados e componentes químicos, dificilmente a plantação dará resultados positivos.
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