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Por que o governo Maduro é alvo constante de crises e controvérsias internacionais? Entenda

Publicado 04/01/2026 • 07:00 | Atualizado há 6 meses

KEY POINTS

  • Neste sábado (3), o governo dos Estados Unidos capturou e prendeu o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro;
  • A ofensiva acontece após anos de atritos políticos, impulsionados principalmente pela disputa petrolífera;
  • No entanto, as disputas não começaram no governo Maduro. Na verdade, elas cresceram quando Hugo Chávez assumiu a presidência da Venezuela, em 1999;
  • Após a saída de Chávez, que faleceu em 2013, o governo Maduro ascendeu e viu outros 4 fatores impulsionarem a briga com os Estados Unidos.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Neste sábado (3), o governo dos Estados Unidos capturou e prendeu o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A ofensiva acontece após anos de atritos políticos, impulsionados principalmente pela disputa petrolífera.

No entanto, as disputas não começaram no governo Maduro. Na verdade, elas cresceram quando Hugo Chávez assumiu a presidência da Venezuela, em 1999.

Embora as questões entre os dois países ainda não tenham culminado em uma guerra até então, o sequestro do presidente Nicolás Maduro sugere que as consequências podem ser variadas. 

Após a saída de Chávez, que faleceu em 2013 em decorrência de um câncer, o governo Maduro ascendeu e viu outros 4 fatores impulsionarem a briga com os Estados Unidos. Confira abaixo:

1. Venezuela e suas práticas ditatoriais 

Há 25 anos, desde que Hugo Chávez assumiu a presidência, os venezuelanos vivem em meio à repressão e protestos.

Embora o governo negue, relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam diversas acusações envolvendo a violação de direitos humanos. 

Somada às questões puramente políticas, desde 2014 os desafios socioeconômicos do país levaram 20% da população venezuelana a deixar o território. Na prática, foram cerca de 7,7 milhões de nativos que abandonaram a Venezuela em busca de uma vida melhor.

Esse êxodo fez com que os resultados das eleições fossem questionados quanto à sua legitimidade. Junto a isso, a oposição política afirma que Edmundo González é o verdadeiro vencedor das eleições de 2024. No entanto, o governo Maduro nega, dizendo que os resultados foram justos. 

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2. Governo Maduro tem relações turbulentas com outros países

As alegações de práticas ditatoriais prejudicaram as relações com os demais países sul-americanos. Anteriormente, com diversos presidentes de esquerda e centro-esquerda, os países contavam com uma coalizão. 

Entretanto, esse movimento perdeu força com a chegada de Nicolás Maduro no poder. Nesse sentido, a chegada de Maduro coincidiu com um período de ascensão da direita, que passou a participar da alternância de poder.

Desde então, as relações da Venezuela estão estremecidas com diversos países, exceto Cuba e Nicarágua. Até mesmo países como Brasil, Chile e Colômbia os relacionamentos não são dos melhores, visto que os presidentes dos três países se posicionaram a favor de novas eleições na Venezuela – além de não reconhecerem Maduro como atual presidente.

3. Rumores de associação com narcotráfico

Após o Cartel de los Soles ser classificado como uma organização terrorista, os Estados Unidos acusam o governo venezuelano de estar envolvido com o tráfico. Em Caracas, o governo nega e diz que não passa de um fato inventado. 

Mesmo assim, desde agosto de 2025, os EUA aumentaram a presença naval em toda a região do Caribe, incluindo navios de guerra, um submarino nuclear, milhares de tropas e caças F-35. 

Contudo, a quantidade é considerada desproporcional em relação ao objetivo oficial de combate ao narcotráfico.

4. Governo Maduro lidou com economia fraca

Ao apoiar-se no petróleo como recurso econômico principal, a economia venezuelana precisou enfrentar muitos períodos de baixa. É fato que, o petróleo gerou muitas riquezas ao país entre 1970 e 2000. No entanto, a capacidade produtiva da indústria local deteriorou-se, de maneira que também foi impactada também pela hiperinflação.

Consequentemente, milhões de venezuelanos deixaram o país e os que ficaram vivem, em sua maioria, com um salário mínimo de US$ 130, um dos mais baixos do continente. 

Agora, Donald Trump tenta encerrar o governo Maduro. No entanto, os resultados dessa ação ainda são imprevisíveis.

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