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Tarifaço: audiência pública na segunda-feira abre semana decisiva para negociações entre Brasília e Washington
Publicado 05/07/2026 • 21:40 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 05/07/2026 • 21:40 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Foto: Global Business Alliance
O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) marcou para segunda-feira (6) uma audiência pública para tratar da investigação da “Seção 301”, sobre políticas e práticas relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, principalmente o PIX, tarifas preferenciais, aplicação de leis anticorrupção, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento – todos temas relevantes à pauta exportadora brasileira. A audiência vai se encerrar na terça-feira (7).
O Brasil entra nos próximos dias pressionado por dois relógios: o político, para evitar que a tarifa seja confirmada, e o econômico, para estimar os efeitos de uma eventual sobretaxa sobre exportações, custos logísticos, câmbio e inflação.
O país corre contra o tempo, já que a janela para um acordo fica mais estreita a cada dia. Depois da audiência, restarão menos de dez dias até o prazo legal de 15 de julho.
As novas tarifas de 25% para produtos brasileiros nos Estados Unidos foram anunciadas pelo governo americano no último dia 2 de junho. Além do impacto econômico, o acirramento das tensões entre os dois países reflete o momento político, às vésperas das eleições no Brasil. Alguns produtos podem ser sobretaxados em até 37,5%, se as tarifas extras de 12,5% anunciadas pelos Estados Unidos entrarem em vigor.
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será um dos expositores na audiência da próxima terça-feira (7), em Washington, quando falará por cerca de cinco minutos. O parlamentar sinalizou que defenderá a não aplicação das tarifas pelos americanos e a busca por uma solução negociada.
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Siga o Times | CNBCLeia mais: Flávio Bolsonaro chega aos Estados Unidos para audiência sobre tarifas
Em manifestação enviada à USTR (Representação Comercial dos Estados Unidos) no dia 2 de julho, Flávio sugeriu que a adoção do “tarifaço” de 25% sobre certos produtos brasileiros poderia favorecer a candidatura de Lula. Por isso, pediu que a medida fosse aplicada apenas em 180 dias, ou seja, após o pleito presidencial.
A guinada do senador em relação às tarifas acendeu o sinal de alerta no governo, que vê na estratégia uma tentativa de diminuir o desgaste de imagem às vésperas da eleição.
Sobre a tentativa de adiar a entrada em vigor da sobretaxa, Lula afirmou que o Brasil “não está à venda” e que a aplicação das tarifas sobre os produtos brasileiros não se justifica nem antes, nem depois das eleições.
Após a audiência, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias, tem dois encontros com representantes do governo de Donald Trump antes das novas tarifas começam a valer.
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