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Por que petróleo da Venezuela é diferente do americano e estratégico para o preço do diesel
Publicado 04/01/2026 • 09:00 | Atualizado há 4 dias
Publicado 04/01/2026 • 09:00 | Atualizado há 4 dias
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Foto: PDVSA
Por que petróleo da Venezuela é diferente do americano e estratégico para o preço do Diesel
A guerra pelo petróleo é um dos principais assuntos discutidos no mundo após os Estados Unidos capturarem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, neste sábado (3). Para além da disputa global, é importante entender que ambos os países produzem o material, mas a sua composição varia conforme a origem e isso pode afetar os interesses estratégicos.
Isso porque a procedência do combustível fóssil pode influenciar no processo usados pelas refinarias de petróleo e o preço dos derivados, como o diesel. O país americano e a Venezuela produzem tipos destintos do material com características que afetam essa cadeia produtiva.
Leia mais: Quais as maiores reservas de petróleo no mundo? Veja a posição da Venezuela
A Venezuela possui aproximadamente 303 bilhões de barris – ou 17% do volume conhecido de barris do material no mundo, se destacando como a dona da principal reserva de petróleo mundial, segundo a Energy Information Administration (EIA).
Enquanto a Arábia Saudita tem cerca de 267,2 bilhões e o Irã, 208,6 bilhões. Os EUA, por sua vez, detém aproximadamente 45 bilhões de barris, apesar de serem os maiores produtores do mundo.
Na prática, isso significa que se os EUA controlarem as reservas venezuelanas, podem assumir o controle sobre a oferta de petróleo no futuro.
Vale citar que, em outubro de 2023, os Estados Unidos retiraram as sanções sobre o petróleo venezuelano, o que abriu o caminho para o aumento ainda maior de exportações do material bruto, ainda conforme a EIA.
Uma das principais diferenças entre o petróleo produzidos pelos países está na densidade e na composição química. O petróleo produzido pela Venezuela é consideravelmente mais pesado que o do país americano, entenda:
Leia mais: Petróleo roubado deve ser devolvido aos EUA, diz JD Vance sobre Venezuela
A diferença na composição dos materiais exige que o processo nas refinarias que recebem o petróleo venezuelano seja mais complexo e sofisticado, o que aumenta o valor no mercado internacional. Por isso, a invasão dos Estados Unidos também pode ser vista com objetivos geopolíticos, além da simples captura do Nicolás Maduro.
Em suma, o interesse dos EUA nas terras raras da Venezuela pode ser justificado como uma estratégia de ultrapassar as reservas líderes da China e assumirem o controle sobre a oferta do petróleo mundial.
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