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Por que Trump atacou a Espanha durante a cúpula da OTAN? Entenda a crise

Publicado 10/07/2026 • 20:15 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A tensão entre Washington e Madri não surgiu durante a cúpula.
  • As críticas de Trump têm como principal motivo o nível de gastos militares da Espanha.
  • Ao lado do secretário-geral da aliança, Mark Rutte, o republicano afirmou que o governo espanhol não contribui de forma adequada para a defesa coletiva.
Donald Trump

Foto: AFP

Donald Trump afirmou que não sabe se Washington e Teerã estão caminhando para uma retomada de uma guerra em larga escala.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra a Espanha nesta quarta-feira (8), durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), realizada em Ancara, na Turquia.

Ao lado do secretário-geral da aliança, Mark Rutte, o republicano afirmou que o governo espanhol não contribui de forma adequada para a defesa coletiva e chegou a pedir o fim das relações comerciais com o país.

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O episódio amplia a pressão de Washington para que todos os membros da OTAN aumentem os investimentos militares.

O que motivou as declarações de Trump?

As críticas de Trump têm como principal motivo o nível de gastos militares da Espanha. Desde o ano passado, os países da OTAN discutem a meta de elevar os investimentos em defesa para o equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2035.

A Espanha, no entanto, mantém uma posição diferente da maioria dos aliados. Segundo dados do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), o país destinou cerca de 2,1% do PIB para defesa em 2025.

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Apesar do avanço em comparação aos 1,4% registrados em 2021, o percentual continua abaixo da nova meta defendida pelos Estados Unidos.

Durante a entrevista coletiva, Trump afirmou que a Espanha não estaria assumindo sua parte na segurança da aliança e classificou o país como um parceiro insatisfatório dentro da OTAN.

Divergências sobre os próximos compromissos

Ao acompanhar a declaração, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, buscou reduzir o impacto das críticas.

Ele destacou que a Espanha ampliou significativamente seus investimentos militares nos últimos anos e lembrou que o país atingiu o patamar de 2% do PIB, objetivo anteriormente estabelecido pela aliança.

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Mesmo assim, Rutte reconheceu que ainda existem divergências sobre os próximos compromissos financeiros dos países integrantes.

Mercados reagiram imediatamente

As declarações também repercutiram nos mercados financeiros europeus. Os títulos públicos da Espanha ampliaram as perdas após a entrevista de Trump, refletindo o aumento da percepção de risco entre investidores.

Ao mesmo tempo, o índice Ibex 35, principal indicador da bolsa espanhola, aprofundou a queda e passou a registrar perdas superiores a 1% durante o pregão.

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Embora os comentários tenham provocado reação imediata dos mercados, não houve anúncio oficial de novas medidas comerciais por parte do governo americano.

Entenda a crise entre Trump e Espanha

A tensão entre Washington e Madri não surgiu durante a cúpula. Desde o retorno de Trump à Presidência, a Casa Branca tem intensificado a cobrança para que os aliados da OTAN ampliem os gastos com defesa.

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Na visão do governo americano, países que investem menos em suas forças armadas acabam transferindo parte da responsabilidade pela segurança para os Estados Unidos.

A Espanha tornou-se um dos principais alvos dessa cobrança por resistir ao compromisso de elevar os investimentos para 5% do PIB até 2035.

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As declarações feitas em Ancara representam o capítulo mais recente desse impasse e reforçam a pressão política dos Estados Unidos sobre um dos integrantes da aliança militar. Até o momento, o governo espanhol não havia divulgado uma resposta oficial às críticas de Trump.

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