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Apple processa OpenAI por suposto roubo de segredos comerciais

Publicado 10/07/2026 • 17:51 | Atualizado há 54 minutos

KEY POINTS

  • A ação cita ex-funcionários da Apple que foram entrevistados ou contratados pela OpenAI.
  • Fabricante acusa executivos de orientar candidatos a compartilhar informações e até componentes confidenciais.
  • Apple pede indenizações e uma ordem judicial para impedir o uso de seus segredos comerciais.

A Apple entrou com uma ação contra a OpenAI nesta sexta-feira (10), em um tribunal federal do norte da Califórnia, sob a acusação de que a empresa de inteligência artificial roubou segredos comerciais para desenvolver seus próprios dispositivos destinados ao consumidor.

“Uma coisa, no entanto, está clara: em todos os níveis, desde integrantes da equipe técnica até o diretor de hardware, e em coordenação com parceiros comerciais, a OpenAI vem roubando segredos comerciais e informações confidenciais da Apple”, afirmou a companhia no processo.

A disputa marca uma mudança na relação entre as empresas, que anunciaram uma parceria em 2024, quando o ChatGPT foi integrado ao sistema operacional do iPhone. Na ocasião, o CEO da OpenAI, Sam Altman, participou do anúncio na sede da Apple.

A relação, porém, esfriou depois que a OpenAI revelou planos de entrar no mercado de hardware. No ano passado, a companhia comprou por US$ 6,4 bilhões a IO Products, startup fundada pelo ex-designer da Apple Jony Ive.

A nova versão da assistente Siri, prevista para ser lançada pela Apple no segundo semestre, utilizará os modelos de inteligência artificial Gemini, do Google, em vez do ChatGPT.

Leia também: Apple prepara iPhone 18 Pro com mais capacidade de bateria e novo chip A20

Apple cita atuação de ex-funcionários

Grande parte das acusações envolve ex-funcionários da Apple que participaram de processos seletivos ou foram contratados pela OpenAI.

A fabricante do iPhone afirma que Tang Tan, diretor de hardware da OpenAI e ex-vice-presidente da Apple, orientou funcionários que participavam de entrevistas de emprego a compartilhar informações sigilosas durante o processo de seleção. Tan também aparece como réu na ação.

“Ele orientou candidatos que ainda trabalhavam para a Apple a levar ‘peças reais’ da empresa para as entrevistas, em sessões de ‘mostrar e contar’, nas quais ele e sua equipe na OpenAI poderiam obter ainda mais informações confidenciais da Apple”, diz o processo.

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A Apple também acusa a OpenAI de orientar funcionários que estavam deixando a companhia sobre como evitar os procedimentos de segurança adotados durante o desligamento.

Segundo a ação, Chang Liu, ex-funcionário da Apple que posteriormente ingressou na OpenAI, teria roubado um notebook da empresa. Liu também foi incluído entre os réus.

A fabricante afirma ainda acreditar que a OpenAI pediu a empresas de hardware que utilizassem uma técnica de acabamento de metal desenvolvida pela Apple, enquanto “induzia o parceiro a acreditar que tinha autorização da Apple para isso”.

“Recentemente, surgiram evidências significativas indicando que indivíduos empregados pela OpenAI se apropriaram indevidamente de informações secretas e confidenciais da Apple sobre tecnologias, processos e produtos ainda não lançados”, afirmou um representante da Apple à CNBC.

A IO Products também foi incluída no processo.

Leia também: A estratégia da Apple para reduzir a dependência da Ásia na fabricação de componentes

Apple pede indenização e bloqueio do uso de informações

A OpenAI ainda não informou quais produtos de hardware pretende lançar nem quando eles chegarão ao mercado. Em novembro, porém, Altman afirmou que os primeiros protótipos já haviam sido concluídos.

A Apple não comentou se o processo afetará a parceria que permite a integração do ChatGPT aos recursos do Apple Intelligence.

Na ação, a companhia pede indenizações, medidas cautelares e uma ordem judicial que obrigue a OpenAI a interromper o uso dos supostos segredos comerciais.

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