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Jerome Powell pode permanecer no Fed mesmo após ser destituído; entenda
Publicado 20/01/2026 • 18:05 | Atualizado há 2 horas
Publicado 20/01/2026 • 18:05 | Atualizado há 2 horas
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Federal Reserve / Flickr
O presidente do Fed Powell responde às perguntas dos repórteres na coletiva de imprensa do FOMC
Os esforços do presidente americano Donald Trump para remodelar o Federal Reserve ganharam um novo capítulo sobre a permanência do atual presidente, Jerome Powell, após o término de seu mandato na chefia da instituição.
Powell encerra seu ciclo como líder do banco central em 15 de maio, e é provável que Trump indique seu sucessor muito antes disso. O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse à CNBC nesta terça-feira (20) que a escolha, aguardada há muito tempo, pode ocorrer já na próxima semana.
No entanto, o mandato de 14 anos de Powell como governador estende-se até 31 de janeiro de 2028. O precedente histórico mostra que quase todos os presidentes do Fed que deixam o cargo também renunciam às suas funções de governador, mas Powell pode decidir quebrar esse padrão se sentir que as ameaças à independência do banco central são graves o suficiente para exigir sua permanência.
Foi o que fez Marriner Eccles no final da década de 1940, ao considerar sua remoção pelo então presidente Harry Truman como uma manobra política.
Trump tem se tornado cada vez mais vocal sobre o controle do Fed. Isso tem ocorrido por meio de críticas a Powell e seus colegas, de suas próprias nomeações, assim como declarações dizendo que acha que o presidente do país deveria ser consultado em decisões sobre taxas de juros.
Alguns em Wall Street acreditam que a perspectiva de Trump ganhar ainda mais controle sobre o Conselho de Governadores do Fed e usar isso para conduzir a política monetária pode convencer Powell a ficar.
Essa especulação aumentou nos últimos dias após revelações de que o Departamento de Justiça está investigando Powell para uma possível ação criminal, e da declaração pública de Powell de que uma intimação relacionada é um “pretexto” de Trump em sua investida para controlar o Fed.
A sequência de eventos “torna muito mais provável que Powell, [o governador do Fed, Michael] Barr e outros permaneçam após maio”, disse Krishna Guha, chefe de política global e estratégia de banco central da Evercore ISI, em nota recente.
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Embora o mandato de Barr vá até 2032, também houve rumores de que ele poderia optar por sair. Barr era anteriormente o vice-presidente de supervisão bancária, mas deixou o posto logo após o início do segundo mandato de Trump, antecipando-se a uma possível manobra do presidente para substituí-lo. Ele foi substituído no cargo de supervisão pela governadora Michelle Bowman, nomeada por Trump em seu primeiro mandato.
Da mesma forma, Philip Jefferson, vice-presidente do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), que define as taxas, também poderia optar por ficar ou deixar uma cadeira que só expira em janeiro de 2036.
Mas a especulação no mercado está aumentando de que as ameaças à independência do Fed poderiam elevar a possibilidade de todos os atuais governadores permanecerem. “Achamos que a probabilidade de o presidente Powell permanecer no Conselho como governador após o término de sua presidência em maio aumentou com a divulgação de sua declaração”, disseram economistas da Nomura em nota. “A tentativa de Trump de influenciar a política monetária pode encorajar uma reação dos atuais participantes do FOMC“.
Os operadores, no entanto, apostam que Powell sairá. O site de mercados de previsão Kalshi atualmente tem as chances de Powell sair antes de agosto de 2026 em 70%, uma aposta que implica que ele deixaria o cargo imediatamente ou logo após ser substituído como presidente, assumindo que o indicado de Trump seja aprovado pelo Senado. O senador Thom Tillis (R-Carolina do Norte) prometeu bloquear quaisquer nomeações para o Fed até que a questão do Departamento de Justiça seja resolvida.
Por sua vez, Powell tem se abstido de abordar o assunto. Um porta-voz do Fed contatado pela CNBC.com disse que não haveria comentários do gabinete do presidente. Em uma entrevista coletiva após a última reunião do Fed em dezembro, Powell também esquivou-se de uma pergunta sobre o tema, dizendo apenas: “Estou focado no meu tempo restante como presidente. Não tenho nada de novo sobre isso para lhes dizer”.
Enquanto isso, os esforços de Trump para tirar Powell de seu gabinete podem ter o efeito oposto, endurecendo a posição de outras autoridades do Fed em um momento em que o presidente continua pressionando por taxas mais baixas.
“A conclusão é que a pressão de Trump por complacência do Fed, ironicamente, pode levar a mais independência da instituição”, escreveu o veterano do mercado Ed Yardeni, chefe da Yardeni Research.
“Consequentemente, o indicado do presidente Trump para a presidência do Fed pode ser menos capaz de forjar um consenso em torno de suas visões do que os presidentes anteriores foram — dando a Trump menos controle sobre as ações do Fed do que ele pode antecipar”.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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