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Irã diz que europeus podem virar ‘alvos legítimos’ se entrarem na guerra

Publicado 07/03/2026 • 06:40 | Atualizado há 3 meses

KEY POINTS

  • Majid Takht-Ravanchi, vice-chanceler do Irã, afirma que países europeus podem se tornar “alvos legítimos” se participarem da ofensiva militar ao lado de Estados Unidos e Israel.
  • Diplomata diz que Teerã já alertou governos europeus sobre as consequências de um eventual envolvimento no conflito.
  • Irã também considera bases e ativos militares dos EUA na região como alvos legítimos, caso Washington amplie ações militares.
A possibilidade de envolvimento de países europeus no conflito ao lado de Estados Unidos e Israel pode levar a retaliações diretas do Irã, segundo afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Majid Takht-Ravanchi.

Divulgação / República do Irã

O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Majid Takht-Ravanchi

A possibilidade de envolvimento de países europeus no conflito ao lado de Estados Unidos e Israel pode levar a retaliações diretas do Irã, segundo afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Majid Takht-Ravanchi. Em entrevista à emissora France 24, o diplomata disse que governos europeus já foram advertidos por Teerã de que a participação na ofensiva pode transformá-los em “alvos legítimos”.

De acordo com Takht-Ravanchi, a mensagem foi transmitida previamente aos países do continente. “Já informamos os europeus e todos os outros de que devem ter cuidado para não se envolver nessa guerra de agressão contra o Irã”, afirmou. Ele acrescentou que qualquer país que se junte à ofensiva ao lado de Estados Unidos e Israel “certamente também será um alvo legítimo para retaliação iraniana”.

O vice-chanceler iraniano voltou a afirmar que Teerã não iniciou o confronto e que o país reagirá ao que considera uma agressão externa. “Nós não iniciamos esta guerra de agressão. Ela foi imposta a nós e continuaremos a defender nosso povo da melhor forma possível”, declarou.

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O diplomata também responsabilizou Washington por interromper negociações diplomáticas relacionadas ao programa nuclear do Irã. Segundo ele, a rodada mais recente de conversas em Genebra havia registrado “progresso significativo”, e as delegações pretendiam retomar as discussões nos dias seguintes.

“Estávamos negociando de boa-fé e fizemos o nosso melhor para chegar a uma conclusão satisfatória”, afirmou. Ele disse que menos de 48 horas após o fim das conversas, o governo americano, com apoio do regime israelense, iniciou uma ofensiva contra o Irã, acrescentando que Washington “traiu não apenas o Irã, mas a própria diplomacia” ao lançar ataques enquanto as negociações ainda estavam em andamento.

Takht-Ravanchi reiterou ainda que bases e ativos militares dos Estados Unidos no Oriente Médio são considerados alvos legítimos por Teerã. De acordo com o diplomata, países vizinhos foram previamente avisados de que instalações americanas em seus territórios podem ser atingidas caso Washington participe de operações militares contra o Irã.

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