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Primeiro-ministro da Groenlândia reage após a nova ameaça de anexação de Trump: “Já chega!”
Publicado 05/01/2026 • 08:14 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 05/01/2026 • 08:14 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Reprodução X
Em uma publicação no X no sábado, Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, publicou um mapa da Groenlândia com as cores da bandeira americana
“Já chega!”, reagiu na segunda-feira (5) o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielssen, após a nova ameaça de anexação do presidente americano Donald Trump, que insiste que a ilha ártica deveria fazer parte dos Estados Unidos.
A intervenção militar americana na Venezuela, que destacou o interesse de Trump pelas enormes reservas petrolíferas do país, reacendeu os temores em relação à Groenlândia por sua localização estratégica e por seus importantes recursos minerais ainda inexplorados.
O mandatário norte-americano afirmou que os Estados Unidos agora mandam na Venezuela e que tirarão proveito de suas enormes reservas de petróleo.
Trump insistiu no domingo na anexação da Groenlândia, apesar dos apelos das autoridades da ilha e de Copenhague para que Washington respeite sua integridade territorial. A Groenlândia é um território autônomo dinamarquês com abundantes recursos naturais.
“Precisamos da Groenlândia para garantir a segurança nacional e a Dinamarca não tem capacidade para fazê-lo”, declarou Trump aos jornalistas a bordo do Air Force One quando questionado sobre o tema. “Vamos nos ocupar da Groenlândia em cerca de dois meses. Falaremos da Groenlândia em 20 dias”, acrescentou o presidente norte-americano, ao que o primeiro-ministro groenlandês respondeu com um “Já chega!”.
“Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo. Estamos abertos a discussões. Mas isso deve ser feito pelos canais adequados e com respeito ao direito internacional”, escreveu Nielssen no Facebook.
Trump abalou os líderes europeus ao atacar Caracas e capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro, que agora está detido em Nova York enfrentando acusações de narcotráfico.
Na França, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Pascal Confavreux, expressou solidariedade à Dinamarca e disse ao canal de televisão TF1 nesta segunda-feira que “as fronteiras não podem ser alteradas à força”.
O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, acrescentou no X que “ninguém decide pela Groenlândia e pela Dinamarca, exceto a Groenlândia e a Dinamarca”, enquanto seus homólogos da Suécia e da Noruega divulgaram mensagens de apoio semelhantes.
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Por outro lado, o Ministério das Relações Exteriores da China instou os Estados Unidos nesta segunda-feira a “pararem de usar a chamada ameaça chinesa como desculpa para buscar benefícios pessoais”. No mês passado, Trump afirmou que navios russos e chineses estavam “por toda parte” na costa da Groenlândia.
Em uma publicação no X no sábado, Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, reavivou os temores de anexação ao publicar um mapa da Groenlândia com as cores da bandeira americana acompanhado da palavra “SOON” (“em breve”). Miller foi, por um tempo, assessora e porta-voz da Comissão para a Eficiência Governamental (Doge), então dirigida por Elon Musk, e agora trabalha para o bilionário no setor privado.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, classificou a publicação de Miller como “desrespeitosa” e escreveu no X que “nosso país não está à venda, e nosso futuro não é decidido por publicações em redes sociais”. Frederiksen pediu durante o fim de semana que Washington parasse de ameaçar seu “aliado histórico” e um território e um povo “que deixaram claro que não estão à venda”.
A primeira-ministra dinamarquesa lembrou também que a Dinamarca, que inclui as Ilhas Faroé e a Groenlândia, “faz parte da OTAN e, portanto, conta com a garantia de segurança da aliança”.
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