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Dinamarca em “estado de crise” enquanto Trump mira a Groenlândia após ataque na Venezuela
Publicado 05/01/2026 • 06:48 | Atualizado há 1 uma semana
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Publicado 05/01/2026 • 06:48 | Atualizado há 1 uma semana
KEY POINTS
Foto por LUDOVIC MARIN/AFP
Pessoas caminham na praia em Nuuk, Groenlândia, em 15 de junho de 2025.
A Dinamarca entrou em “modo de crise total” depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a direcionar sua atenção à Groenlândia, na esteira da ofensiva contra a Venezuela.
“Precisamos da Groenlândia do ponto de vista da segurança nacional, e a Dinamarca não vai conseguir dar conta disso, posso garantir”, disse Trump no domingo, a bordo do Air Force One, repetindo comentários semelhantes feitos separadamente à revista The Atlantic.
As declarações ocorreram um dia após os Estados Unidos realizarem uma grande operação militar na Venezuela, capturando o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em uma intervenção surpresa que provocou choque em todo o mundo.
O episódio acendeu o alerta na Dinamarca, responsável pela defesa da Groenlândia, um território dinamarquês autônomo.
“Tenho de dizer isso de forma muito direta aos Estados Unidos: não faz absolutamente nenhum sentido falar sobre a necessidade de os Estados Unidos assumirem o controle da Groenlândia”, afirmou a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, em uma publicação no Facebook no domingo.
“O Reino da Dinamarca — e, portanto, a Groenlândia — faz parte da Otan e, por isso, está coberto pela garantia de segurança da aliança. Já temos hoje um acordo de defesa entre o Reino e os Estados Unidos, que concede amplo acesso dos Estados Unidos à Groenlândia”, disse Frederiksen.
“Por isso, peço com firmeza que os Estados Unidos interrompam as ameaças contra um aliado historicamente próximo e contra outro país e outro povo que deixaram muito claro que não estão à venda”, acrescentou.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou nas redes sociais que os comentários de Trump foram “muito rudes e desrespeitosos”.
Trump defende há muito tempo o controle da Groenlândia, um território vasto, pouco povoado e rico em minerais, estrategicamente localizado entre a Europa e a América do Norte.
Pesquisas de opinião realizadas anteriormente mostraram que os groenlandeses se opõem de forma esmagadora ao controle dos Estados Unidos, enquanto uma forte maioria apoia a independência em relação à Dinamarca.
Nos últimos meses, Copenhague tem buscado estreitar os laços com a Groenlândia, prometendo aumentar os investimentos em saúde e infraestrutura. Ao mesmo tempo, tenta reduzir as tensões com o governo Trump por meio de aportes em defesa no Ártico, incluindo a compra de 16 caças F-35 adicionais.
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Mujtaba Rahman, diretor-geral para a Europa da consultoria de risco político Eurasia Group, afirmou que o governo dinamarquês está em “modo de crise total” por causa das declarações mais recentes de Trump, citando o posicionamento de Frederiksen no fim de semana.
“Como venho argumentando há muito tempo, o risco envolvendo a Groenlândia está subprecificado”, escreveu Rahman em uma publicação no LinkedIn no domingo.
“Uma possível intervenção dos Estados Unidos na Groenlândia é agora a maior fonte de risco para a aliança transatlântica e para a coesão interna da Otan e da União Europeia, possivelmente muito maior do que os riscos apresentados pela invasão da Ucrânia pela Rússia”, disse Rahman.
O presidente dos Estados Unidos, que anteriormente se recusou a descartar o uso de força militar ou econômica para tomar a Groenlândia, nomeou no mês passado o governador republicano da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial para a Groenlândia.
A nomeação foi condenada tanto pela Dinamarca quanto pela Groenlândia. Landry já manifestou publicamente apoio à iniciativa de Trump de colocar a Groenlândia sob controle dos Estados Unidos.
Katie Miller, esposa do principal assessor da Casa Branca, Stephen Miller, publicou na rede social X um mapa da Groenlândia coberto com a bandeira americana, acompanhado da legenda “EM BREVE”, pouco depois da captura de Maduro, no sábado.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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