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Secretário americano explica como EUA podem ‘governar’ a Venezuela
Publicado 04/01/2026 • 15:15 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 04/01/2026 • 15:15 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Site Oficial (Marco Rubio)
Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, recuou neste domingo (4) em relação à afirmação do presidente americano Donald Trump de que os EUA “administrariam” a Venezuela, após as forças americanas capturarem o presidente venezuelano Nicolás Maduro e o extraditarem no sábado (3).
Questionado sobre detalhes de como os EUA planejam gerir a Venezuela, Rubio disse que o país usaria a influência obtida com o bloqueio petrolífero e o reforço militar regional para alcançar seus objetivos políticos. Ele não afirmou que os EUA governariam a Venezuela diretamente.
Nos últimos meses, os EUA apreenderam petroleiros associados ao país e deslocaram navios de guerra e aviões militares para o Caribe.
“O que vai acontecer aqui é que temos uma quarentena sobre o petróleo deles, o que significa que a economia deles não poderá avançar até que as condições que atendam ao interesse nacional dos Estados Unidos e aos interesses do povo venezuelano sejam cumpridas”, disse Rubio ao programa “This Week” da ABC. “Essa influência permanece, essa influência é contínua e esperamos que leve a resultados aqui”.
Trump afirmou no sábado que os EUA iriam “administrar o país até o momento em que pudéssemos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa”. Os comentários geraram uma tempestade de críticas de adversários e alguns aliados de Trump, que alertaram contra um exercício de construção de nação na Venezuela.
“Aprendemos ao longo dos anos que, quando a América tenta fazer mudança de regime e construção de nação desta forma, o povo americano paga o preço em sangue e dólares”, disse o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, no domingo.
A vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez foi empossada como presidente após a captura de Maduro. Maduro e sua esposa, Cilia Flores, chegaram a Nova York na noite de sábado (3) para enfrentar acusações relacionadas ao narcotráfico.
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Os comentários de Rubio sugerem que os EUA adotarão uma abordagem mais suave com a Venezuela do que as sugestões iniciais de Trump de governar o país com um “grupo”. No entanto, Rubio disse que Trump ainda pode tomar novas medidas militares para atingir os objetivos americanos.
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Siga o Times | CNBCQuestionado no programa “Meet the Press” da NBC sobre novas ações militares na Venezuela, Rubio disse que Trump “mantém toda a sua opcionalidade”.
Rubio também detalhou os objetivos do país norte-americano com as reservas de petróleo da Venezuela. Trump disse no sábado que os EUA “terão nossas grandes empresas petrolíferas — as maiores de qualquer lugar do mundo — entrando, gastando bilhões de dólares, consertando a infraestrutura gravemente danificada, a infraestrutura petrolífera”.
A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo comprovadas do mundo.
“Em última análise, não se trata de proteger os campos de petróleo; trata-se de garantir que nenhum petróleo sancionado possa entrar e sair até que eles façam mudanças na governança de toda essa indústria”, disse Rubio na ABC. “A maneira de resolver isso em benefício do povo venezuelano é conseguir que empresas privadas que não sejam do Irã ou de outro lugar entrem e invistam no equipamento”.
Rubio disse que não conversou com empresas petrolíferas específicas dos EUA sobre a perspectiva de iniciar negócios na Venezuela. Atualmente, apenas a Chevron opera no país.
“Temos quase certeza de que haverá um interesse dramático das empresas ocidentais”, disse Rubio.
Rubio disse que o secretário do Interior, Doug Burgum, e o secretário de Energia, Chris Wright, farão “uma avaliação e falarão com algumas dessas empresas”.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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