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Veja quais são as principais disputas entre EUA e Venezuela; embargo petrolífero e sanções econômicas aumentaram a tensão
Publicado 03/01/2026 • 09:18 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 03/01/2026 • 09:18 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Jonathan Ernst/Reuters | Ariana Cubillos/Associates Press/Estadão Conteúdo
venezuela
Eleições contestadas, sanções econômicas, acusações de narcotráfico e a crise migratória estão no centro das disputas entre os Estados Unidos e a Venezuela desde 2013. O histórico de confrontos ganhou novo capítulo neste sábado (3), após o presidente americano Donald Trump anunciar um ataque em grande escala e a captura do presidente Nicolás Maduro.
A seguir, os principais eixos do conflito entre Washington e Caracas ao longo da última década.
Os Estados Unidos não reconhecem a legitimidade das eleições que mantiveram Maduro no poder na Venezuela. Após a repressão violenta aos protestos de 2013, Washington passou a sancionar autoridades venezuelanas por violações de direitos humanos.
A reeleição de Maduro em 2018 foi classificada como ilegítima pelos EUA, posição mantida após o pleito de 2024, que a oposição afirma ter vencido. Entre 2019 e 2023, cerca de 60 países, liderados por Washington, reconheceram Juan Guaidó como presidente interino, levando ao rompimento das relações diplomáticas com Caracas.
O governo da Venezuela acusa repetidamente os EUA de interferência interna. Em 2019, após uma tentativa de levante militar, Maduro afirmou que Washington apoiou um golpe de Estado.
Em 2020, Caracas acusou Trump de comandar diretamente uma incursão armada pelo mar envolvendo ex-soldados americanos. Os EUA negaram envolvimento, mas o episódio aprofundou a deterioração das relações bilaterais.
Em 2019, os Estados Unidos impuseram um embargo ao petróleo da Venezuela, principal fonte de receitas do país. À época, o petróleo representava 96% das exportações venezuelanas, e a maior parte tinha como destino o mercado americano.
Com as sanções, a produção caiu de 3,5 milhões de barris por dia em 2008 para menos de um milhão atualmente, segundo a Opep. Caracas passou a vender petróleo com descontos, sobretudo à China, enquanto Washington intensificou o bloqueio a petroleiros e encerrou licenças de exploração, com exceção de autorizações pontuais como a da Chevron.
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Em março de 2020, os EUA acusaram Maduro de narcoterrorismo e ofereceram recompensa por informações que levassem à sua prisão. O valor subiu para US$ 50 milhões em 2025.
Washington acusa o presidente venezuelano de liderar o chamado Cartel dos Sóis, acusação que Maduro nega. Especialistas questionam a comprovação da existência da organização, enquanto Caracas sustenta que o objetivo americano é controlar os recursos energéticos da Venezuela.
A crise econômica e política levou cerca de oito milhões de venezuelanos a deixar o país desde 2014, segundo a Organização das Nações Unidas. O fluxo migratório tornou-se um ponto central da política americana.
Trump acusa a Venezuela de incentivar a migração irregular e retirou o status de proteção temporária de centenas de milhares de venezuelanos. Em 2025, milhares foram deportados, e um grupo chegou a ser enviado a uma prisão em El Salvador, episódio denunciado por ONGs e pelo governo venezuelano.
Ao longo de mais de uma década, as disputas entre EUA e Venezuela combinaram sanções econômicas, isolamento diplomático e confrontos retóricos. O ataque anunciado neste sábado amplia um conflito marcado por tensões políticas, interesses energéticos e impactos humanitários que ultrapassam as fronteiras venezuelanas.
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