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Protestos contra governo Rodrigo Paz entram na quarta semana com depredação e repressão policial
Publicado 25/05/2026 • 16:01 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 25/05/2026 • 16:01 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: AFP
Protestos em La Paz, Bolívia
Milhares de manifestantes marcharam nesta segunda-feira (25) em direção ao centro de La Paz, na Bolívia, em meio à escalada dos protestos contra o presidente Rodrigo Paz. Os atos, que entram na quarta semana consecutiva, já provocam desabastecimento de combustíveis, alimentos e medicamentos em diferentes regiões do país.
Agricultores, caminhoneiros e operários saíram da cidade de El Alto rumo à capital administrativa boliviana pedindo a renúncia do presidente. Durante a marcha, manifestantes lançaram fogos de artifício e entoaram palavras de ordem contra o governo. “O que queremos? Que renuncie! Quando? Agora!”, gritavam grupos presentes no protesto.
Paz, de 58 anos, enfrenta a maior crise social desde que assumiu o governo, em novembro. Os manifestantes criticam a política econômica liberal adotada pela gestão, cobram reajustes salariais e responsabilizam o governo pela distribuição de gasolina de baixa qualidade, que teria causado danos a milhares de veículos.
“Esse cenário chama atenção porque reforça um fenômeno que a gente tem visto em vários países. O período de “lua de mel” de governos recém-eleitos está cada vez menor. No Chile, por exemplo, o ex-presidente Gabriel Boric sofreu uma queda rápida de popularidade. Depois, candidatos de direita também enfrentaram desgaste acelerado. Agora, a Bolívia vive um processo parecido”, disse o analista do Times Brasil – Licenciado exclusivo CNBC, Guilherme Ravache.
As mobilizações começaram no início de maio após convocação da Central Operária Boliviana (COB), principal sindicato do país. Desde então, bloqueios em estradas se espalharam pela Bolívia e já atingem cerca de 50 pontos.
Apesar da tensão, a marcha desta segunda-feira ocorreu sem registros de confrontos. A praça onde está localizado o Palácio de Governo foi cercada por centenas de policiais de choque para evitar incidentes.
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Siga o Times | CNBCDurante discurso em Sucre, no sul do país, Paz voltou a defender a abertura de diálogo com os setores envolvidos nas manifestações, mas afirmou que não negociará com grupos que recorram à violência. “Uma minoria não pode governar, uma minoria não pode abusar de nós e faremos cumprir claramente a Constituição”, declarou.
Uma reunião prevista entre o governo e um sindicato de agricultores acabou cancelada no domingo após confrontos entre manifestantes e policiais no sábado. Os episódios ocorreram durante operações organizadas pelo governo para liberar corredores de abastecimento destinados à entrada de alimentos, remédios e combustíveis em La Paz e El Alto.
Além da capital, cidades como Oruro, Potosí e Cochabamba também enfrentam falta de produtos básicos.
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