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Quais são os planos de Trump para o petróleo da Venezuela? Entenda
Publicado 05/01/2026 • 17:34 | Atualizado há 3 dias
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Publicado 05/01/2026 • 17:34 | Atualizado há 3 dias
KEY POINTS
Foto: JONATHAN ERNST
Donald Trump
A estratégia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o petróleo da Venezuela ganhou novos contornos após a saída de Nicolás Maduro do poder no último fim de semana. É o que avalia o jornal britânico Financial Times.
A promessa de Washington é transformar o controle do setor energético venezuelano em uma fonte de riqueza capaz de sustentar um novo governo no país, indenizar empresas americanas que tiveram ativos expropriados no passado e redesenhar o equilíbrio geopolítico no hemisfério.
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A ambição, no entanto, esbarra em um cenário de profunda deterioração da indústria petrolífera venezuelana, marcada por anos de corrupção, má gestão e falta de investimentos. Especialistas do setor alertam que a recuperação pode levar anos e exigir aportes de dezenas ou até centenas de bilhões de dólares, em um momento em que grandes petroleiras dos EUA enfrentam pressão de preços mais baixos do petróleo.
A ideia de abrir o setor ao capital privado já vinha sendo defendida pela líder da oposição venezuelana, María Corina Machado. Em apresentações a executivos do setor de energia e a investidores nos Estados Unidos, ela prometeu uma indústria totalmente controlada pelo setor privado, leilão dos ativos da estatal PDVSA e garantias contratuais amparadas por arbitragem internacional, além de supervisão do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.
Embora Machado tenha sido politicamente esvaziada, a perspectiva de acesso às vastas reservas venezuelanas entrou definitivamente no radar após a intervenção americana. A Venezuela concentra cerca de 17% das reservas globais de petróleo, mas viu sua produção cair mais de 75% entre 2013 e 2020. Atualmente, os Estados Unidos produzem mais de dez vezes o volume venezuelano.
Trump afirmou que o controle do petróleo venezuelano permitiria gerar recursos para sustentar um novo governo e compensar empresas americanas que tiveram ativos expropriados durante os governos de Hugo Chávez e de Maduro. O acesso ao petróleo pesado do país também interessa às refinarias da Costa do Golfo, projetadas para esse tipo de óleo, diferente do petróleo leve produzido pelo shale americano.
Além disso, Washington vê na reorganização do setor uma forma de reduzir a influência da China, hoje o principal destino do petróleo venezuelano. Parte significativa das exportações para Pequim é usada para pagar dívidas estimadas em mais de US$ 10 bilhões. Redirecionar essas vendas para os EUA poderia melhorar o fluxo de caixa venezuelano e limitar a presença chinesa no hemisfério.
Entre as empresas americanas, a Chevron aparece como a mais bem posicionada para operar no país. A companhia mantém cerca de 3 mil funcionários na Venezuela e atua sob uma licença especial que permite exportações para os Estados Unidos. ConocoPhillips e ExxonMobil também figuram entre as interessadas, embora ambas ainda busquem compensações financeiras por expropriações ocorridas nos anos 2000.
A atratividade do setor está no fato de as reservas venezuelanas serem amplamente conhecidas e não exigirem novos investimentos em exploração. Avanços tecnológicos reduziram os custos de produção do petróleo pesado, o que pode tornar a operação competitiva. Analistas estimam que a produção poderia crescer até 500 mil barris por dia em um prazo relativamente curto.
Mesmo assim, os obstáculos são significativos. Executivos e analistas apontam a fragilidade institucional como um dos principais entraves. A insegurança jurídica, o histórico de expropriações e a falta de clareza sobre o novo regime político em Caracas tendem a afastar investimentos de longo prazo.
Há ainda desafios operacionais. A PDVSA enfrenta problemas de segurança, falhas ambientais e infraestrutura degradada após anos sendo usada como fonte de financiamento para o regime e para as Forças Armadas. Empresas internacionais tendem a resistir a parcerias sem autonomia operacional plena.
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Outro ponto crítico é o acesso ao financiamento internacional. Desde a imposição de sanções em 2017, a Venezuela ficou praticamente excluída dos mercados financeiros globais. Mesmo com uma eventual reabertura, o risco elevado deve encarecer significativamente o custo do crédito.
Analistas ouvidos pelo FT avaliam que a captura de Maduro pode ter sido apenas a etapa mais simples do processo. A reconstrução da indústria petrolífera e da economia venezuelana, afirmam, será um desafio longo, complexo e politicamente sensível, com impacto direto na estabilidade regional e nas relações entre Estados Unidos, América Latina e China.
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