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Cilia Flores, primeira-dama da Venezuela sequestrada com Maduro, prefere ser chamada de ‘primeira-combatente’
Publicado 03/01/2026 • 19:30 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 03/01/2026 • 19:30 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Cilia Flores; Reprodução Instagram: @florescilia
Quem é Cilia Flores e por que ela era a principal intermediária do poder no regime de Maduro
A primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores, casada com Nicolás Maduro desde 2013 e sequestrada com o marido pelo governo do presidente Donald Trump, é advogada, tem 69 anos e atua politicamente com forte engajamento na Revolução Bolivariana, movimento que levou Hugo Chávez e, depois, Maduro ao poder.
No jargão oficial venezuelano, Flores é chamada de “primeira-combatente”, denominação que substitui o título de primeira-dama. Especialistas a consideram uma das vozes mais influentes do chavismo e uma conselheira direta do regime.
Desde 2016, é deputada da Assembleia Nacional pelo estado de Cojedes, onde nasceu.
O relacionamento com Maduro começou nos anos 1990, quando Flores atuou como advogada na defesa de Hugo Chávez, contribuindo para sua libertação em 1994, após a tentativa fracassada de golpe contra o então presidente Carlos Andrés Pérez.
Membro do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Flores assumiu a presidência da Assembleia Nacional em 2006, substituindo Maduro após sua nomeação como chanceler. Foi a primeira mulher a ocupar o cargo, no qual permaneceu até 2011. Também atuou como procuradora-geral da República entre 2012 e 2013 e integrou a estrutura política que sustentou o projeto chavista.

A trajetória de Cilia Flores é marcada por controvérsias, incluindo acusações de nepotismo na Assembleia Nacional. Dois de seus sobrinhos foram presos no Haiti ao tentar transportar cocaína para os Estados Unidos, em um caso que ganhou repercussão internacional.
Aliada fiel de Maduro, Flores foi alvo de sanções e restrições de entrada em países como Estados Unidos, Canadá, Colômbia e Panamá.
Neste sábado (3), os Estados Unidos realizaram um ataque em grande escala em Caracas, capturaram Maduro e Flores e os retiraram do país. Segundo a procuradora-geral Pam Bondi, ambos devem responder a acusações na Justiça americana, em Nova York.
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