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Quem era “El Tuli”: braço direito do CJNG ofereceu recompensa por mortes e iniciou onda de violência no México

Publicado 25/02/2026 • 10:56 | Atualizado há 4 meses

Traficante foi morto em confronto com as forças de segurança do México

Luis Cortes/Reuters

Traficante foi morto em confronto com as forças de segurança do México

O nome de Hugo César Macías Ureña, o “El Tuli”, ganhou protagonismo após a escalada de violência que se seguiu à morte de Nemesio Oseguera Cervantes, o “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG).

Apontado como o principal operador logístico, financeiro e tático da organização, “El Tuli” passou a comandar a reação do cartel às forças de segurança e, segundo autoridades mexicanas, chegou a oferecer 20 mil pesos (cerca de US$ 1.150) por cada militar morto durante os confrontos.

A resposta do grupo incluiu bloqueios de estradas, incêndios de veículos e ataques a instalações públicas e militares, transformando cidades em cenários de violência generalizada.

Recompensa por mortes e estratégia de guerra

De acordo com o secretário de Segurança, Omar García Harfuch, “El Tuli” coordenava diretamente as ações a partir do estado de Jalisco.

“Ele estava organizando bloqueios, incêndios e ataques contra militares e forças de segurança”, afirmou o ministro.

A ofensiva deixou ao menos 25 integrantes da Guarda Nacional mortos, além de três civis, evidenciando a capacidade de mobilização e resposta do cartel.

A atuação de “El Tuli” reforça um padrão cada vez mais comum entre grandes organizações criminosas da América Latina: estruturas descentralizadas, rápidas e com alto poder de fogo.

Leia também: Presidente do México diz que situação está estabilizada após onda de violência; número de mortos ultrapassa 70

Morte em confronto encerra escalada

O operador do cartel foi localizado na cidade de El Grullo, em Jalisco, após ação de inteligência militar.

Segundo autoridades, ele tentou fugir e abriu fogo contra os agentes, sendo morto no confronto. Outros 33 suspeitos ligados ao CJNG também morreram durante as operações.

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Na ação, foram apreendidos armamentos, cerca de 7,2 milhões de pesos e quase US$ 1 milhão.

Quem era “El Tuli”

Hugo César Macías Ureña era considerado um dos homens de maior confiança de “El Mencho” e peça-chave na engrenagem do CJNG.

Relatórios de inteligência apontam que ele atuava como elo entre as lideranças e as células armadas, coordenando tanto a logística quanto o financiamento das operações.

Sem ter sido oficialmente nomeado sucessor, assumiu rapidamente o controle operacional do cartel após a morte do líder.

Sua ascensão foi marcada pela capacidade de recrutar membros, controlar grupos de combate e organizar respostas táticas em tempo real.

Leia também: México tem mais de 80 lojas do OXXO saqueadas após morte de El Mencho

Violência expõe desafio estrutural

O episódio evidencia o grau de organização do crime organizado no México, com cartéis operando como estruturas quase militares.

Para o governo, a morte de “El Mencho” e de “El Tuli” representa um avanço.

Mas a intensidade da reação do CJNG mostra que o enfrentamento ao crime segue sendo um desafio estrutural, com impactos diretos sobre segurança, economia e estabilidade institucional.

Na prática, a disputa por poder dentro do cartel e o confronto com o Estado tendem a manter o cenário de instabilidade no curto prazo.

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