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CNBCExclusivo: Conflito no Irã ameaça turismo global avaliado em US$ 11,7 trilhões e afeta milhões de viajantes

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Rali do petróleo é retomado após breve queda; Brent supera US$ 87 por barril

Publicado 06/03/2026 • 09:19 | Atualizado há 8 horas

KEY POINTS

  • Os preços do petróleo subiram na manhã desta sexta-feira (6), revertendo uma queda anterior enquanto investidores continuam avaliando o impacto da guerra entre Estados Unidos e Irã sobre os mercados globais de energia.
  • Os contratos futuros do petróleo Brent, referência global, avançavam 2,2%, sendo negociados a US$ 87,27 por barril, atingindo um novo pico em 52 semanas.
  • Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, eram vistos em alta de 3,8%, a US$ 84,08, após reduzir parte dos ganhos anteriores.
Plataforma de petróleo.

Pixabay

Plataforma de petróleo

Os preços do petróleo subiram na manhã desta sexta-feira (6), revertendo uma queda anterior enquanto investidores continuam avaliando o impacto da guerra entre Estados Unidos e Irã sobre os mercados globais de energia.

Por volta das 5h47 (horário do leste dos EUA), os contratos futuros do petróleo Brent, referência global, avançavam 2,2%, sendo negociados a US$ 87,27 por barril, atingindo um novo pico em 52 semanas. Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, eram vistos em alta de 3,8%, a US$ 84,08, após reduzir parte dos ganhos anteriores.

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Durante a madrugada, os preços haviam recuado brevemente enquanto investidores avaliavam os efeitos da guerra entre Estados Unidos e Irã sobre a oferta global de energia.

Os preços do petróleo caminham para registrar o maior ganho semanal desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia no início de 2022.

A disparada ocorre à medida que o conflito entre EUA e Irã se espalha pelo Oriente Médio, interrompendo a produção de energia e levando o tráfego no Estreito de Ormuz, uma rota marítima crítica para o transporte de petróleo, a praticamente parar.

Na manhã de sexta-feira, o Financial Times informou que o ministro da Energia do Catar afirmou que a guerra no Oriente Médio pode levar exportadores de energia do Golfo a interromper embarques em poucos dias. Saad al-Kaabi disse ao jornal que o preço do petróleo poderia alcançar US$ 150 por barril nas próximas semanas caso navios-tanque não consigam atravessar o Estreito de Ormuz.

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Os preços chegaram a cair brevemente durante a madrugada após os Estados Unidos concederem uma autorização temporária de 30 dias à Índia — terceiro maior importador de petróleo do mundo — para retomar compras de petróleo russo. Washington havia anteriormente imposto tarifas “punitivas” de 25% contra a Índia por adquirir petróleo da Rússia, mas essas medidas foram revogadas no mês passado.

A retração também ocorreu após a agência de notícias Reuters informar, citando um funcionário da Casa Branca que não foi identificado, que o Tesouro dos Estados Unidos planeja anunciar medidas para conter picos nos preços de energia, incluindo possíveis intervenções no mercado de contratos futuros de petróleo.

O preço médio do galão de gasolina comum nos Estados Unidos subiu quase 27 centavos na semana encerrada na quinta-feira, chegando a US$ 3,25, segundo dados da organização de viagens AAA.

O conflito entre Irã e Estados Unidos entra em seu sétimo dia nesta sexta-feira. Em entrevista coletiva na quinta-feira, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que os Estados Unidos “apenas começaram a lutar”.

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“O Irã espera que não consigamos sustentar isso, o que é um erro de cálculo muito grave”, disse ele a jornalistas.

“Não falta determinação americana aqui… Se você acha que já viu algo, apenas espere. A quantidade de poder de combate que ainda está sendo mobilizada, que ainda está chegando e que poderemos projetar sobre o Irã é múltiplas vezes maior do que a atual, quando somamos nossas capacidades às das Forças de Defesa de Israel.”

Pressão inflacionária?

“Contrariamente ao que pensa o consenso, acredito que preços mais altos de energia podem, na verdade, ter efeito desinflacionário para os Estados Unidos”, afirmou Atakan Bakiskan, economista-chefe para os EUA do Berenberg, em entrevista ao programa “Squawk Box Europe”, da CNBC, nesta sexta-feira.

“Obviamente, preços mais altos de energia elevam mecanicamente a inflação cheia medida pelo CPI. Mas, ao mesmo tempo, reduzem o poder de compra dos consumidores e afetam negativamente a confiança”, disse Bakiskan.

“Para pagar mais caro pela gasolina, os consumidores precisam reduzir a demanda por outros bens. Nesse sentido, isso pode acabar reduzindo a inflação subjacente — e o próprio modelo macroeconômico do Federal Reserve também aponta nessa direção”, acrescentou.

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