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Rússia confirma presença de tropas norte-coreanas na Ucrânia e diz ter retomado controle da região de Kursk
Publicado 26/04/2025 • 20:04 | Atualizado há 2 anos
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Publicado 26/04/2025 • 20:04 | Atualizado há 2 anos
KEY POINTS
Vladimir Putin
A Rússia reconheceu oficialmente, pela primeira vez, a presença de tropas norte-coreanas na linha de frente da guerra contra a Ucrânia. Segundo autoridades militares russas, os soldados da Coreia do Norte teriam desempenhado um papel importante na retomada da região de Kursk, no oeste do país.
“Gostaria de destacar separadamente a participação do pessoal militar da República Popular Democrática da Coreia”, declarou neste sábado (26) o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Valery Gerasimov, em um relatório apresentado ao presidente Vladimir Putin.
De acordo com Gerasimov, os militares norte-coreanos prestaram “assistência significativa” às tropas russas na derrota das forças ucranianas, dentro de uma “parceria estratégica abrangente” entre Moscou e Pyongyang.
Putin parabenizou as forças armadas russas em comunicado divulgado pelo Kremlin. “A derrota total do inimigo na região fronteiriça de Kursk cria condições para ações bem-sucedidas em outras áreas importantes da linha de frente”, afirmou o presidente.
A informação corrobora reportagens da imprensa sul-coreana publicadas no início do ano, segundo as quais mais de 11 mil soldados da Coreia do Norte estariam atuando na região de Kursk. Até então, nem Moscou, nem Pyongyang haviam confirmado oficialmente a presença dessas tropas.
Segundo autoridades da Coreia do Sul, entre janeiro e fevereiro, Pyongyang enviou cerca de 3 mil militares adicionais à Rússia. O reforço teria ocorrido após a morte ou ferimentos de aproximadamente 4 mil soldados norte-coreanos, muitos deles inexperientes em guerra com drones.
A confirmação russa ocorre em um momento em que as forças de Moscou intensificam os ataques contra posições ucranianas, especialmente após a suspensão temporária da ajuda militar e de inteligência dos Estados Unidos à Ucrânia, decidida em março pela administração Trump.
Até o momento, o governo ucraniano não comentou as declarações de Putin. No entanto, a perda do controle da região de Kursk representaria um revés estratégico para Kiev, que via o território como uma possível moeda de troca em futuras negociações de paz.
A Ucrânia havia lançado uma ofensiva na região em janeiro, numa tentativa de ampliar sua presença na área, após o ataque surpresa que atravessou a fronteira no verão passado.
O reconhecimento oficial da presença norte-coreana na guerra ocorre em meio a esforços do presidente Donald Trump para mediar um cessar-fogo entre Moscou e Kiev. O conflito se intensificou após a invasão russa em grande escala, iniciada há três anos.
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Siga o Times | CNBCTrump também aumentou a pressão para a Ucrânia aceitar ceder territórios — incluindo partes da Crimeia — como condição para um acordo de paz, proposta rejeitada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
Os dois líderes se encontraram neste sábado em Roma, antes do funeral do papa Francisco. Segundo a Casa Branca, a reunião foi “muito produtiva”.
“Foi um bom encontro”, escreveu Zelensky nas redes sociais. “Um encontro simbólico que pode se tornar histórico, se alcançarmos resultados concretos.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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