Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Secretário de Defesa dos EUA chama América Latina de ‘quintal’ ao criticar influência da China
Publicado 12/04/2025 • 18:31 | Atualizado há 1 ano
Preço do diesel nos EUA supera US$ 6 por galão, recorde histórico com guerras na Ucrânia e no Irã afetando a economia
Preços do petróleo caem com força após altas semanais de dois dígitos acima de US$ 100
Rendimentos dos Treasuries permanecem perto das máximas de vários anos após CPI de agosto mostrar inflação persistente
Trump descarta riscos de extinção da humanidade pela I.A enquanto funcionários da OpenAI e Anthropic pedem desaceleração
iPhone Duo entra no concorrido mercado de dobráveis da China — e enfrenta um teste de preço
Publicado 12/04/2025 • 18:31 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Pete Hegseth, secretário de Defesa americano
MARK SCHIEFELBEIN/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, se referiu às Américas do Sul e Central como “quintal” dos Estados Unidos ao reclamar da influência da China na região, especialmente no Canal do Panamá, que está na mira de Donald Trump.
“É estratégico. O governo (Barack) Obama tirou os olhos da bola e deixou a China tomar toda América do Sul e Central, com sua influência econômica e cultural, fazendo acordos com governos locais de infraestrutura ruim, vigilância e endividamento. Presidente Trump disse ‘não mais’, vamos recuperar o nosso quintal”, disse Hegseth em entrevista à Fox News esta semana.
O chefe do Pentágono falava sobre os acordos de cooperação com o Panamá, que cedeu após as ameaças de Donald Trump. Os dois países concordaram em reforçar a coordenação de segurança e sinalizaram a intenção de encontrar uma forma de reembolsar as taxas que navios de guerra dos EUA pagam para transitar pelo canal.
Pressionado pelos EUA, o Panamá decidiu permitir a presença de tropas americanas em áreas de acesso ao canal. Pelo acordo, os militares americanos “poderão usar as instalações e áreas autorizadas para treinamento, exercícios” entre outras atividades. O acordo, com duração de três anos prorrogáveis, determina que as instalações serão propriedade do Estado panamenho e de uso conjunto das forças de segurança dos dois países.
O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, contudo, descartou a sugestão de Pete Hegseth sobre retomar uma base militar americana no país. “Retiramos os conceitos de presença militar permanente, de bases militares, de cessão de território, porque isso sim é inaceitável”, disse sobre o acordo.
A visita de Pete Hegseth ao Panamá ocorreu em meio às tensões provocadas por declarações de Donald Trump. O presidente afirmou repetidas vezes que os Estados Unidos pagam caro demais para usar o Canal do Panamá e que a China exerce influências sobre as suas operações, ameaçando retomar o controle americano sobre uma travessia crucial para comércio.
Após se reunir com José Raúl Mulino, na terça-feira, Pete Hegseth, afirmou que o Canal do Panamá enfrenta ameaças contínuas da China. “Empresas com sede na China continuam controlando infraestrutura crítica na área do canal”, disse Hegseth. “Isso dá à China potencial para realizar atividades de vigilância em todo o Panamá. Isso torna Panamá e Estados Unidos menos seguros, menos prósperos e menos soberanos. E, como o presidente Donald Trump destacou, essa situação é inaceitável.”
Hegseth se referia aos portos nas extremidades do canal, que estão sob controle de um consórcio de Hong Kong. Atualmente, há um processo de venda da participação majoritária para outro consórcio, que inclui a BlackRock Inc. o que, na prática, colocaria os portos sob controle norte-americano.
As declarações de Hegseth provocaram uma resposta contundente de Pequim. “Quem representa a verdadeira ameaça ao canal? As pessoas tirarão suas próprias conclusões”, rebateu a embaixada no Panamá.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCA representação diplomática negou a interferência da China nas operações do Canal do Panamá e acusou os Estados Unidos de usar “chantagem” para promover os próprios interesses.
No dia seguinte, o secretário de Defesa americano voltou a criticar a China. “Não se enganem, Pequim está investindo e operando nesta região para obter vantagem militar e ganhos econômicos injustos”, acusou Pete Heghseth.
—
📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, Pluto TV, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
iPhone 18: qual é o modelo mais caro da Apple?
2
Dono da Amil recusa proposta de Bain e Advent e encerra negociação
3
Nubank estreia nos Estados Unidos com conta, cartão e sem tarifas
4
Master Capixaba: debenturistas da Apex Partners exigem provas sobre lastro das garantias oferecidas
5
Moraes deve se pronunciar na próxima segunda-feira, véspera de sessão do STF sobre caso Vorcaro