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Senado dos EUA vota para frear ações militares de Trump contra a Venezuela
Publicado 08/01/2026 • 14:03 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 08/01/2026 • 14:03 | Atualizado há 4 meses
O Senado votou nesta quinta-feira, por 52 a 47, para impedir o presidente Donald Trump de realizar novas ações militares na Venezuela.
A medida ocorreu menos de uma semana depois de Trump ter autorizado uma operação que resultou na captura do líder do país, Nicolás Maduro.
A proposta, conhecida como Resolução de Poderes de Guerra (War Powers Resolution), precisava apenas de maioria simples para ser aprovada no Senado, controlado pelos republicanos, e exigiria que Trump buscasse a aprovação do Congresso antes de voltar a usar as Forças Armadas dos EUA na Venezuela. O texto foi apresentado pelo senador democrata Tim Kaine, da Virgínia, e pelo senador republicano Rand Paul, do Kentucky.
A votação no Senado foi de caráter processual, mas indica que a medida tem votos suficientes para ser aprovada quando for submetida à votação final na Casa. Em seguida, o texto seguiria para a Câmara dos Deputados, onde os republicanos têm uma maioria extremamente apertada.
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Trump e seus aliados no Congresso argumentaram que ele não precisava consultar o Legislativo sobre a operação que capturou Maduro, sustentando que se tratou de uma ação de aplicação da lei. Maduro agora enfrenta acusações relacionadas ao tráfico de drogas em Nova York.
O Senado havia rejeitado uma resolução semelhante em novembro, quando apenas dois republicanos — Paul e a senadora Lisa Murkowski, do Alasca, se juntaram a todos os democratas para apoiá-la. Trump promoveu um acúmulo militar de meses em torno da Venezuela antes da operação que levou à captura de Maduro.
Leia também: Casa Branca: Trump pode usar força militar para garantir seus interesses na Venezuela
A senadora republicana Susan Collins, do Maine, votou a favor da medida.
“Embora eu apoie a operação para capturar Nicolás Maduro, que foi extraordinária em sua precisão e complexidade, não apoio o envio de forças adicionais dos EUA nem qualquer envolvimento militar de longo prazo na Venezuela ou na Groenlândia sem autorização específica do Congresso”, afirmou Collins em comunicado.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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