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Onda de calor na Europa já deixou mais de 1.300 mortos em cerca de uma semana

Publicado 29/06/2026 • 18:30 | Atualizado há 51 minutos

KEY POINTS

  • Onda de calor na Europa já causou mais de 1.300 mortes em cerca de uma semana, segundo autoridades e estimativas da OMS.
  • França, Alemanha, Itália e Reino Unido estão entre os países mais afetados, com temperaturas acima de 40°C e colapso parcial de serviços de saúde.
  • Especialistas e a OMS alertam que eventos extremos estão se intensificando com as mudanças climáticas e exigem medidas urgentes de adaptação.

AFP

Uma intensa onda de calor que atinge a Europa Ocidental e avança para o leste já provocou mais de 1.300 mortes em cerca de uma semana, segundo autoridades de saúde e estimativas da Organização Mundial da Saúde.

O fenômeno, associado a temperaturas extremas acima de 40°C em diversos países, levou ao colapso parcial de serviços públicos, aumento de internações e à decretação de alertas máximos em sistemas de saúde.

Os países mais afetados incluem Alemanha, França, Itália e Reino Unido, com registros de calor histórico e impactos severos sobre populações vulneráveis, especialmente idosos.

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Na França, considerada o país mais atingido, autoridades de saúde pública registraram cerca de 1.000 mortes acima do esperado. Aproximadamente 85% das vítimas tinham mais de 65 anos, e houve aumento expressivo de mortes dentro de residências. O país também registrou ao menos 74 mortes por afogamento durante o período de calor intenso.

A situação na Alemanha também se mostrou crítica, com recordes sucessivos de temperatura. O município de Kubschütz registrou 29,4°C durante a noite, enquanto Möckern atingiu 41,5°C em um dos picos, seguido de novo recorde de 41,7°C, o que marcou o terceiro dia consecutivo de temperaturas históricas.

No Reino Unido, autoridades confirmaram seis mortes relacionadas ao calor, principalmente em casos de afogamento em áreas abertas. A cidade de Santon Downham atingiu 37,3°C, a maior temperatura já registrada em junho no país.

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Outros países também enfrentaram extremos climáticos. Na Polônia, as temperaturas chegaram a 40,5°C, recorde nacional, enquanto a República Tcheca registrou 41,1°C em Doksany, com dois recordes consecutivos em poucos dias.

A Organização Mundial da Saúde, por meio do diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que o calor extremo já figura entre os principais riscos à saúde pública na Europa. A entidade classificou o estresse térmico como um “assassino silencioso” e afirmou que o continente aquece cerca de duas vezes mais rápido que a média global.

Segundo a organização, o fenômeno já provoca sobrecarga nos sistemas de saúde, fechamento de escolas e pressão sobre a infraestrutura elétrica. A agência reforçou a necessidade de planos nacionais de ação contra o calor e sistemas de alerta mais eficientes.

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Do ponto de vista científico, especialistas explicam o evento como resultado de um “domo de calor”, sistema de alta pressão que atua como uma tampa sobre a atmosfera e retém o ar quente sobre o continente. Esse padrão climático tem sido intensificado pelo aquecimento do Ártico, por mudanças na corrente de jato e pela redução de aerossóis na atmosfera.

O programa Copernicus Climate Change Service aponta que eventos extremos de calor se tornaram mais frequentes nos últimos 25 anos, com 95% da Europa registrando temperaturas acima da média em 2025. O serviço também identifica recordes na temperatura da superfície do mar e expansão do calor extremo até regiões próximas ao Círculo Polar Ártico.

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