CNBC
Fortuna da família da Samsung dispara em um ano com chips de IA; veja valores 6

CNBCSamsung registra lucro preliminar recorde no segundo trimestre, mas ações caem

Mundo

Setores integrados à economia dos EUA podem escapar de tarifaço contra o Brasil

Publicado 06/07/2026 • 22:31 | Atualizado há 52 minutos

KEY POINTS

  • Marília Souza Pimenta afirma que as audiências públicas nos EUA podem abrir espaço para retirar alguns produtos brasileiros da sobretaxa.
  • Coordenadora da UNESP avalia que o principal argumento do Brasil deve ser o impacto das tarifas também sobre empresas e consumidores americanos.
  • Caso as tarifas sejam confirmadas, Brasil pode recorrer à negociação, mecanismos multilaterais e medidas de reciprocidade.

As audiências públicas abertas nos Estados Unidos sobre a tarifa de 25% proposta pelo governo Trump contra produtos brasileiros podem criar espaço para a retirada de alguns itens da lista, especialmente os mais integrados às cadeias produtivas americanas. É o que afirma Marília Souza Pimenta, coordenadora do curso de Relações Internacionais da UNESP-SP.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, os produtos com maior chance de escapar da sobretaxa são aqueles mais conectados ao mercado americano, especialmente itens de cadeia intermediária e industrializados. Ela também citou o café solúvel como exemplo de produto relevante pela presença no mercado dos Estados Unidos.

“Quanto mais acoplados ao mercado americano, quanto mais capacidade de penetração e capilaridade no mercado americano esses produtos tiverem, mais fácil será para que essas tarifas caiam neste primeiro momento”, disse.

Leia também: Tarifas: Brasil negocia com EUA para evitar sobretaxa de 25% até 15 de julho

Marília afirmou que o momento é de reduzir a temperatura política da disputa e priorizar uma negociação técnica. Segundo ela, a participação de representantes setoriais faz parte do rito do processo no âmbito da Seção 301.

A especialista afirmou que as audiências não devem ser vistas apenas como uma etapa formal. Para ela, embora a decisão tenha forte componente político, o processo abre espaço para escuta, perguntas e apresentação de argumentos por empresas, associações e setores afetados.

“É um momento de escuta. Embora tenha uma temperatura política e uma decisão de alguma forma sendo construída, é um momento em que perguntas são feitas e defesas têm sido construídas”, afirmou.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Para Marília, o argumento mais forte do Brasil é demonstrar que a sobretaxa também pode prejudicar a economia dos Estados Unidos. A especialista afirmou que empresas americanas dependem de insumos e produtos brasileiros para abastecer cadeias produtivas e honrar compromissos comerciais.

“Essas tarifas geram, claro, um impacto muito grande para os produtores brasileiros, mas isso também gera um impacto econômico nos Estados Unidos”, afirmou.

Na avaliação dela, mobilizar empresas americanas afetadas pode ser tão relevante quanto a resposta diplomática tradicional. Marília disse que as duas estratégias não se excluem e que o setor privado tem atuado para articular seus parceiros nos Estados Unidos.

Leia também: Coca-Cola, Tesla e eBay pedem que EUA não cobrem tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros

“O setor privado tem se mobilizado e articulado seus parceiros nos Estados Unidos para que essas empresas também possam ser ouvidas”, afirmou.

Caso o governo americano confirme as tarifas, Marília disse que o Brasil terá diferentes caminhos de resposta, incluindo negociação, mecanismos multilaterais e medidas de reciprocidade. Entre os temas que podem entrar no debate, ela citou terras raras, minerais críticos, Pix, dividendos de cartões de crédito e propriedade intelectual.

“Temos toda uma arquitetura institucional multilateral da OMC, e eu entendo que será um caminho do Itamaraty pleitear também os âmbitos multilaterais para negociação”, disse.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Mundo