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‘Tarifa é minha palavra favorita’: Trump detalha nova estratégia para o fortalecimento da economia

Publicado 13/01/2026 • 17:45 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou um pronunciamento oficial em Detroit, Michigan, nesta terça-feira (13).
  • Durante a fala, que se estendeu por mais de uma hora, Trump detalhou o balanço de seus primeiros onze meses de gestão e apresentou novas diretrizes para áreas estratégicas como comércio exterior, energia e habitação.
  • O evento foi focado na prestação de contas para o setor industrial e para os trabalhadores da região do chamado "Cinturão da Ferrugem".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um pronunciamento oficial em Detroit, Michigan, nesta terça-feira (13). Trump detalhou o balanço de seus primeiros onze meses de gestão e apresentou novas diretrizes para áreas estratégicas como comércio exterior, energia e habitação.

O evento foi focado na prestação de contas para o setor industrial e para os trabalhadores da região do chamado “Cinturão da Ferrugem”. O presidente concentrou seu discurso na defesa do uso de tarifas como ferramenta de arrecadação e proteção da indústria nacional, além de abordar operações militares recentes e reformas no sistema de saúde.

Economia nacional e o sistema de tarifas

Donald Trump defendeu a retomada do modelo econômico baseado em tarifas, citando as eras de McKinley e Teddy Roosevelt como exemplos de prosperidade. Segundo o presidente, o país deve priorizar a taxação de produtos estrangeiros em detrimento do sistema de imposto de renda, que ele considera prejudicial ao cidadão e às empresas locais.

O presidente afirmou que a mudança na política comercial já apresenta resultados práticos na arrecadação federal e no controle inflacionário. “A evidência mostrou que as tarifas não são pagas pelos consumidores americanos, elas são pagas pelas nações estrangeiras; os países se envolvem e eles pagam, porque senão eles não terão empresas e não serão viáveis”, explicou durante a coletiva.

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Trump relatou que a palavra “tarifa” tornou-se o pilar central de sua comunicação com os eleitores e o mercado. Ele destacou que a arrecadação bilionária permitiu investimentos que antes seriam impossíveis sem o endividamento do Tesouro. “Eu disse às pessoas recentemente que tarifa é a minha palavra favorita em todo o dicionário; não há palavra melhor, e eu tomei muito sufoco por isso, mas ela é o que está fazendo o país inteiro mais forte”, afirmou.

Ele concluiu o tema econômico rebatendo as críticas de analistas e instituições que previam um impacto negativo no consumo. “Os ‘especialistas’ estavam 100% errados e Trump estava certo; as tarifas trouxeram trilhões de dólares, ajudando o Tesouro dos Estados Unidos e ajudaram a cortar o déficit federal”, pontuou o presidente.

Indústria automotiva e empregos em Michigan

No setor automotivo, o presidente celebrou o retorno de linhas de montagem para o solo americano como consequência direta das barreiras impostas a veículos importados. Trump mencionou que a tarifa de 25% sobre automóveis estrangeiros foi fundamental para que as montadoras revissem seus planos de expansão fora dos Estados Unidos.

O presidente citou investimentos específicos da Ford e da GM como marcos deste período de onze meses. “Desde que eu tomei o gabinete, a Ford anunciou que vai investir US$ 5 bilhões (cerca de R$ 27 bilhões, na cotação atual) em suas plantas em Michigan e Kentucky, criando 4 mil novos trabalhos, e a GM está movendo a produção do Chevy Blazer e do Equinox do México de volta aqui para a América”, declarou o líder republicano.

Além das montadoras tradicionais, Trump destacou o papel da Stellantis e o crescimento do setor de serviços e manutenção. “Stellantis está investindo US$ 13 bilhões (R$ 60,2 bilhões) para expandir sua fábrica americana de manutenção por mais de 50%; nunca antes uma administração alcançou tais mudanças dramáticas em um período tão curto”, afirmou o presidente perante os trabalhadores de Detroit.

Trump também abordou a infraestrutura necessária para a Inteligência Artificial, propondo que as novas plantas industriais gerem sua própria eletricidade. “Eles precisam de duas vezes o nível de eletricidade atualmente nos Estados Unidos para cada outro negócio e por isso nós vamos deixar eles construírem suas próprias plantas elétricas para cuidar da sua produção”, explicou sobre a demanda energética das novas tecnologias.

Energia, operação na Venezuela e conflito com Irã

O tema energético foi ligado às ações militares recentes na América Latina, especificamente na Venezuela. Trump afirmou que o aumento da produção e a intervenção estratégica garantiram a queda nos preços dos combustíveis para o consumidor final, citando valores abaixo de US$ 2,50 (R$ 13,50) em diversos estados americanos.

O presidente foi direto ao associar a economia interna à política externa. “Com a nossa operação extremamente bem-sucedida em Venezuela, mais cedo neste mês, esse número em breve vai descer ainda mais, porque vamos ter muito mais energia ao contrário de um país que ia ser totalmente fechado”, disse, referindo-se ao controle sobre os recursos petrolíferos.

Em relação ao Irã, o presidente reiterou o apoio aos manifestantes e a manutenção de sanções rigorosas. Ele confirmou que o isolamento diplomático de Teerã continuará enquanto houver repressão interna. “Eu cancelei todas as reuniões com os oficiais iranianos até que o inútil matamento de protestantes pare, e tudo o que eu digo para eles é que ajuda está em caminho; faça o Irã grande de novo”, declarou.

Ele finalizou reforçando que a gasolina barata é o principal motor para reduzir o custo de vida geral nos Estados Unidos. “Quando a gasolina chega a ser 1,99 o galão, tudo cai; os donos de empresas caem, o preço de transporte cai e nós estamos trazendo isso abaixo mais rápido do que qualquer um pode acreditar”, asseverou o presidente.

Habitação, juros e Federal Reserve

Na área de habitação, Trump anunciou medidas para impedir que grandes fundos de investimento comprem imóveis residenciais de famílias unifamiliares. O objetivo é aumentar a oferta de casas para compradores individuais e conter a alta dos preços dos aluguéis em todo o país.

Para reduzir o custo dos financiamentos, o governo iniciou a compra de bônus hipotecários. “O governo dos Estados Unidos está comprando 200 bilhões de bônus para abaixar as taxas, e na última semana a média de 30 anos caiu abaixo de 6% pela primeira vez em muitos anos”, informou o presidente durante o evento em Michigan.

Trump aproveitou o tópico para criticar a gestão do Federal Reserve, indicando que a autarquia não tem colaborado com o ritmo de crescimento pretendido pelo governo. “Isso não é com a ajuda da FED; se eu tivesse a ajuda da FED seria mais fácil, mas essa merda irá ser acabada em breve”, afirmou, sugerindo mudanças na condução da política monetária.

O presidente também estendeu o pedido de redução de encargos para as empresas de cartões de crédito. “Eu chamei as empresas de cartas de crédito para aumentar as taxas de interesse em no máximo 10% por um ano, porque eles estão recebendo 30% e isso é injusto com o trabalhador”, defendeu Trump.

Saúde e custo de medicamentos

No encerramento, Trump detalhou seu plano para substituir o sistema de saúde atual, alegando que o Obamacare serviu apenas para enriquecer as seguradoras. A nova proposta foca na transparência de preços e na negociação direta do governo e dos cidadãos com os provedores de serviços.

A principal mudança anunciada foi a regra da “Nação Mais Favorecida” para o preço de remédios. “O país que paga o preço mais baixo do mundo é o preço que vamos pagar; nossos preços de drogas vão diminuir de US$ 130 (R$ 702) para US$ 10 (R$ 54) e ninguém pode acreditar nisso”, afirmou o presidente, prometendo reduções drásticas nos custos de prescrição.

Trump explicou que usou a força das tarifas para dobrar a resistência de outros países e da indústria farmacêutica. “Eu disse aos países que se eles não fizessem isso, eu colocaria uma tarifa neles vinte vezes mais do que o custo que eles têm que pagar por saúde justa; cada um deles disse que estaria honrado em concordar”, relatou o líder americano.

Ele finalizou afirmando que a transparência será o pilar da nova saúde pública americana. “Estamos se levantando para interesses especiais e estalando custos de drogas de prescrição por 300, 400 e até mesmo 600%; essa é a maior coisa que pode acontecer na saúde e eu não posso ter a imprensa escrevendo sobre isso porque é bom demais”, concluiu.

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