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Estratégia de Trump no Irã pode paralisar exportações brasileiras para o Oriente Médio
Publicado 01/03/2026 • 21:03 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 01/03/2026 • 21:03 | Atualizado há 8 meses
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A estratégia do governo Donald Trump no Irã visa eliminar resistências regionais e pode paralisar as exportações brasileiras para o Oriente Médio no curto prazo, disse Igor Lucena, economista e doutor em Relações Internacionais, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que a duração do conflito é a variável crucial para a estabilidade global: “Quanto mais tempo o presidente Donald Trump não chega a um objetivo, mais voláteis ficam os mercados. O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa mais de 20% da produção de gás e petróleo, deve aumentar a cotação do barril e fazer com que investidores retirem planos de investimentos ao redor do planeta”.
Sobre as relações comerciais do Brasil, o especialista alertou para o isolamento da região: “Nossas exportações para o Oriente Médio ficam paralisadas; navios não vão conseguir chegar e os voos já pararam. O Oriente Médio é uma porta de entrada para a Ásia, então a relação do Brasil e de outros países da América Latina com essa região do mundo fica extremamente fragilizada”.
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Siga o Times | CNBCIgor analisou que a ação militar faz parte de um plano mais amplo de Washington para redesenhar alianças: “O objetivo do presidente Trump é eliminar o que chama de vilões que querem destruir a América. Um Irã fraco ou não aliado à China e à Rússia é de interesse dos Estados Unidos e de Israel, servindo para criar um ambiente menos hostil aos interesses americanos na região”.
Quanto à capacidade de reação iraniana, o doutor em Relações Internacionais demonstrou ceticismo sobre o arsenal de Teerã: “Quando um regime ditatorial fala que tem uma capacidade militar maior do que de fato tem, isso é comum. Se essas armas de grande destruição existissem, já teriam sido usadas; o fato de pedirem uma jihad global mostra que o regime está implodindo e não tem muito mais o que fazer”.
Por fim, ele ponderou que o apoio de potências aliadas ao Irã é improvável no atual cenário: “A Rússia está preocupada com seus próprios interesses na Ucrânia e não tem capacidade de oferecer apoio militar agora. O objetivo de médio prazo dos Estados Unidos é tornar o Irã um país incapaz de mudar os rumos da região e avançar com os acordos de normalização entre Israel e os países árabes”, concluiu.
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